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 Roger Moore, o James Bond mais afável, morre aos 89 anos - Jornal Brasil em Folhas
Roger Moore, o James Bond mais afável, morre aos 89 anos


O ator britânico Roger Moore, que interpretou o agente James Bond em sete filmes, morreu, aos 89 anos, na Suíça, vítima de câncer, anunciou a família nesta terça-feira.

Com grande pesar anunciamos que nosso querido pai, Sir Roger Moore, morreu hoje na Suíça após a uma batalha breve, mas corajosa, contra o câncer, afirma a família em uma nota divulgada no Twitter.

O amor que o cercou em seus últimos dias é tão grande que não pode ser medido em palavras, acrescenta a nota, assinada por seus filhos Deborah, Geoffrey e Christian.

O afeto que nosso pai sentiu quando entrava no palco ou diante de uma câmera o manteve bem e ocupado, completaram, ao recordar sua última aparição pública, no Royal Festival Hall de Londres, em novembro de 2016.

- Um James Bond mordaz e inglês -

Moore tornou o agente 007 um cavalheiro inglês com mais fleuma, após a fase viril do escocês Sean Connery.

O ator deu a Bond, Jimmy Bond - como chamava - um gesto característico, a sobrancelha levantada para apontar ironia. Um gesto que repetiu nos sete filmes em que interpretou o agente secreto a serviço de Sua Majestade.

Era uma estrela cinematográfica da velha guarda, que vivia de modo luxuoso entre a Suíça e a Riviera francesa. Foi amigo do cantor americano Frank Sinatra e do ator britânico David Niven.

Também foi uma das primeiras estrelas a emprestar sua imagem para a beneficência como embaixador do Unicef e nunca se gabou de um grande talento de interpretação.

Não sou do estilo assassino frio, por isso interpreto mais para fazer rir, disse em uma ocasião.

Roger George Moore nasceu em 14 de outubro de 1927 no subúrbio londrino de Stockwell, filho de um policial e de uma dona de casa.

Não foi ruim ser um jovem de Stockwell, onde olhava maravilhado para a tela grande, sem imaginar que algum dia seria parte deste mundo mágico, destacou na autobiografia My Word Is My Bond.

Moore iniciou a carreira de ator como figurante nos anos 1940, antes de entrar para a Real Academia de Artes Dramáticas.

Assinou contrato com os estúdios MGM, mas durante os anos 1950 se limitou a papéis de coadjuvante.

A fama veio na década de 1960, quando interpretou Simon Templar, na série de TV britânica O Santo, exibida em diversos países.

No início dos anos 1970 participou em outra série de grande sucesso, The Persuaders, uma parceria com o americano Tony Curtis.

A fama veio na década de 1960, quando interpretou Simon Templar, na série de TV britânica O Santo, exibida em diversos países.

No início dos anos 1970 participou em outra série de grande sucesso, The Persuaders, uma parceria com o americano Tony Curtis.

- Primeiro 007 em Viva e Deixe Morrer -

Moore explica em sua autobiografia que havia sido procurado em 1967 para interpretar Bond, mas só assumiu o papel do personagem criado pelo escritor Ian Fleming, o espião com licença para matar, em 1973.

Ele tinha 45 anos, dois anos e meio a mais que Sean Connery, o ator que substituiu como 007.

Moore fez sua estreia no filme Com 007 Viva e Deixe Morrer, depois que os produtores o obrigaram a perder peso, entrar em forma e cortar o cabelo.

Depois vieram 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro (1974), O Espião que me Amava (1977), 007 - Contra o Foguete da Morte (1979), Somente para os Seus Olhos (1981), 007 Contra Octopussy (1983) e, finalmente, 007 - Na Mira dos Assassinos (1985), quando tinha 57 anos.

A rainha Elizabeth II o tornou cavalheiro em 2003 por seu trabalho para o Unicef. Também era um ativista contra a produção de foie gras.

Em 1993 foi operado por câncer de próstata, em 2003 teve que colocar um marca-passos e 10 anos depois foi diagnosticado com diabetes.

Moore se casou quatro vezes e deixa dois filhos, Geoffrey e Christian, e uma filha, Deborah.

Suas duas primeiras esposas, a patinadora Doorn Van Steyn e a cantora Dorothy Squires, o agrediram, confessou ao jornalista Piers Morgan.

Depois se casou com a atriz italiana Luisa Mattioli e com a dinamarquesa Kristina Tholstrup.

O funeral, particular, será realizado em Mônaco.

 

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