Assine Brasil em Folhas / Nuvem / Pressreader



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


23 de Set de 2017 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

...

...

 
Notícias
 Moreno promete austeridade em modelo esquerdista no Equador - Jornal Brasil em Folhas
Moreno promete austeridade em modelo esquerdista no Equador


Lenín Moreno tomou posse como presidente do Equador nesta quarta-feira (24) com a promessa de ser austero em seu plano de fortalecer o modelo de esquerda conhecido como socialismo do século XXI, seguindo o rastro de Rafael Correa.

Sancionarei um decreto executivo de austeridade no governo. Todo o gasto, todo o investimento passará por um filtro objetivo de necessidades dos cidadãos, declarou Moreno em seu primeiro discurso como presidente nesta quarta.

Vamos sustentar a dolarização da economia, implantada em março de 2000, em meio a uma crise bancária no país, acrescentou.

Moreno, de 64 anos e que sofre de paraplegia, foi empossado no Congresso unicameral, controlado pelo oficialismo - na presença de uma dúzia de presidentes latino-americanos, entre eles os de Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Guatemala e Peru.

Foram dez anos como testemunha da construção de caminhos, pontes, portos e aeroportos (...) dez anos de recuperação da autoestima e do sentimento de pertencimento dos equatorianos. Este processo tem um nome: revolução cidadã, exclamou Moreno em seu primeiro discurso como presidente.

Formado em Administração Pública, Moreno argumenta que a paixão pela vida nos obriga a aprofundar as mudanças alcançadas, defender os avanços sociais, conforme estabelece seu programa de governo.

Apoiado pelo temporário boom do petróleo, Correa privilegiou o investimento e a equidade social, mantendo os subsídios ao combustível e à eletricidade durante a década de sua revolução cidadã, que agora enfrenta dificuldades econômicas.

A dívida externa subiu 150% (para US$ 25,6 bilhões, 26,3% do PIB) na última década, segundo dados oficiais. A economia encolheu 1,5% em 2016, e o ​​preço do petróleo, o principal produto de exportação, caiu de US$ 98 por barril, em 2012, para US$ 35, em 2016. No primeiro trimestre deste ano, o preço aumentou para US$ 45 o barril.

Modelo em crise

Baseado em um Estado investidor e disciplinador da sociedade, o modelo Correa está em crise e requer uma bonança econômica para se sustentar, aponta o analista Pablo Ospina, da Universidade Andina Simon Bolívar em Quito.

Para o cientista político Simón Pachano, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) em Quito, as perspectivas para Moreno são difíceis, especialmente sobre a situação econômica, que levou o país à recessão nos últimos trimestres.

Pachano não acredita que o novo presidente vá conseguir manter os níveis de investimento social de Correa, o qual garante ter reduzido a pobreza de 36,7%, em 2007, para 22,9%, em 2016, e a miséria, de 16,5% para 8,7%.

As expectativas das classes mais pobres seguem, porém, intactas.

Espero que Lenín me ajude a ter minha casa. Não quero tudo dado. Preciso de facilidades para pagar, disse à AFP Trellas Isabel, de 61 anos.

Moreno pretende alcançar uma economia sustentada na eficiência e na gestão adequada dos recursos, de modo a sustentar a justiça social e a equidade fiscal. Ele também promete uma implacável luta contra a corrupção e que, em 2021, entregará um país com melhores resultados.

Anunciado na terça-feira e com a posse prevista para acontecer nesta quarta à noite, seu gabinete é composto de empresários, líderes sociais e funcionários de Correa, como María Fernanda Espinosa e Miguel Carvajal, que serão chanceler e ministro da Defesa, respectivamente.

Além de eliminar seis ministérios coordenadores, como o de Política Econômica, Moreno entregou a pasta das Finanças a Carlos De la Torre, ex-assessor do Banco Central; e a de Hidrocarbonetos, a Carlos Pérez, ex-executivo da empresa petrolífera americana Halliburton.

Este é o momento de renovar os compromissos e enfrentarmos juntos novos desafios. Vou trabalhar para cada um de vocês, declarou Moreno há uma semana, ao receber a credencial presidencial.

A oposição recuperou terreno na última eleição, aumentando sua presença no Parlamento, onde o governo deixa de ter a maioria qualificada de dois terços para reformar a Constituição. O oficialismo dispõe agora de uma maioria frágil de 74 cadeiras, contra 100 do período 2013-2017.

Em seu último tuíte como presidente, nesta quarta, Correa anunciou o fechamento do último abrigo para desabrigados do terremoto ocorrido em abril de 2016 e que deixou o trágico saldo de quase 700 mortos e perdas de 3,344 bilhões.

A ferida nunca se cicatrizará, mas, pelo menos, nossos irmãos não dormem mais em barracas, comentou.

 

Últimas Notícias

Vereador Fábio Ideal promove sessão em homenagem aos agentes de trânsito
Embaixadora de El Salvador quer parceria comercial com Goiás
Oficinas musicais do Canto da Primavera inscrevem até segunda-feira
Detran e SMTs intensificam ações educativas
Matéria da TBC é legendada para o inglês a pedido de ONG internacional
Governo de Goiás e Prefeitura de Anápolis definem parceria para novo Daia
“Goiás se notabiliza na área de transparência e de tornar público suas políticas e gestões”, diz José Eliton
Agehab convoca 72 famílias para vistoria no Residencial Nelson Mandela

MAIS NOTICIAS

 

Países avançam sobre Acordo de Paris; EUA mantém posição
 
 
Ryanair vai cancelar 2 mil voos para melhorar pontualidade
 
 
Facebook abre laboratório de inteligência artificial no Canadá
 
 
Londres em alerta máximo enquanto procura autor de atentado no metrô
 
 
S&P eleva nota da dívida de Portugal
 
 
Mais da metade dos pilotos da Avianca entrará em greve na Colômbia

 


 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 4018-8212