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 Brigas e perseguições de robôs ativam a engenhosidade na Jalisco Campus Party - Jornal Brasil em Folhas
Brigas e perseguições de robôs ativam a engenhosidade na Jalisco Campus Party


Guadalajara (México), 9 jul (EFE).- Em perseguições, lutas que simulam as de sumô e em desafios que obrigam o uso da engenhosidade em provas contra o cronômetro, dezenas de robôs se enfrentam em combates na Jalisco Campus Party, uma iniciativa com a qual os jovens não só se divertem, mas também aplicam o que aprenderam.

Vários estudantes que nestes dias passam pela Expo Guadalajara param a fim de assistir e gravar o que acontece nas pistas circulares de combate, onde se desenrolam as lutas de sumô de robôs.

Mesmo que às vezes durem apenas alguns segundos, por trás destes confrontos, nos quais a luta acaba quando um dos robôs sai da pista, há um trabalho que dura meses e que ainda deve ser afinado ao se chegar à competição.

É preciso fazer ajustes, as condições ambientais afetam um pouco, disse à Agência Efe um dos competidores, Ericson Hospital, que veio da Colômbia junto com outros 13 colegas.

Os membros da equipe, cada um especializado em uma categoria diferente e todos da Universidad Central, concertam as pequenas imperfeições provocadas pela viagem e fazem os últimos ajustes depois de comprovar como a luz afeta suas criações.

O prêmio não é só a satisfação pessoal; os vencedores de algumas das categorias terão vaga direta em importantes competições internacionais que acontecerão em países como Japão e Brasil.

Agachado em uma pequena pista na qual foi traçado um breve percurso simétrico que combina retas e curvas, Jairo Acevedo, do estado de Puebla, trabalha com o robô em que competirá na prova de perseguição.

Ele explica que esta prova consiste em que dois robôs são colocados na pista - um a cada lado - e ganha o primeiro que alacançar o outro.

Jairo há dois anos é interessado na robótica competitiva, e assegura que esta o ajuda a praticar aquilo que estuda para sua carreira de engenharia mecatrônica: Você usa toda sua destreza, o que vê na escola é aplicado, não é a mesma coisa a teoria e a prática.

No seu caso, teve que criar seis robôs que acabaram pifando antes de chegar ao que agora trouxe para Guadalajara; os sensores se queimam facilmente e devem ser trocados, enquanto que as conexões que estão ruins também podem fazer com que o aparelho se queime.

De um lado das pistas de competição, sete equipes de um máximo de quatro integrantes participam do desafio 24 horas. Nesta prova, os competidores têm um dia para criar, com indicações surpresa, um robô que realize a prova proposta pelos organizadores no menor tempo possível.

Nesta edição, tal prova consiste em que o robô, de maneira automática, siga uma linha branca traçada em uma lona, evite um obstáculo e toque alguns sensores de cores na ordem correta para que o cronômetro pare.

Os únicos materiais que podem trazer são resistências e capacitores, enquanto que o resto podem comprar durante o desafio com um orçamento atribuído.

Omar Saldaña, que aos 20 anos iniciou junto com seus companheiros uma startup chamada Alcyone, é um dos participantes desta prova.

Ele e sua equipe foram a Jalisco Campus Party com o ambicioso plano de se apresentar em duas novas categorias.

Participarão das lutas de sumô com um dos seus robôs e, além disso, na categoria free style, onde os estudantes apresentam projetos com impacto social ou econômico.

Omar e seus companheiros apresentam nesta última categoria um leitor de braille com forma de luva que permite que o usuário escute cada uma das letras quando passa o seu dedo em cima dos pontos.

Em relação à exibição, os membros da equipe, que se mostram entusiasmados com sua primeira vez nas competições, calibram o sistema de áudio da sua invenção, já que os sons ainda são um pouco rudimentares.

Para futuros avanços, Omar já pensa em aspectos que poderiam continuar melhorando o leitor. Entre eles, criar um desenho para impressora 3D para que a invenção se ajuste melhor à mão e não caia. Para que seja um pouco mais estético, concluiu. EFE

 

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