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23 de Set de 2017 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 FMI eleva previsão de crescimento do Brasil, mas alerta para crise política - Jornal Brasil em Folhas
FMI eleva previsão de crescimento do Brasil, mas alerta para crise política


O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou nesta quinta-feira (13) de 0,2% para 0,3% a previsão de crescimento do PIB do Brasil para 2017, mas destacou que a crise política lança uma sombra sobre essa expectativa.

O crescimento projetado é de 0,3% em 2017 e 1,3% em 2018, afirmou o FMI em uma revisão de seu relatório anual sobre a economia brasileira. Em abril, o órgão tinha estimado o crescimento econômico de 0,2% neste ano.

Para 2018, a projeção baixou em relação ao relatório de abril, que estimava uma expansão de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O órgão espera que a economia avance cerca de 2% em 2019 e nos anos seguintes.

A profunda recessão brasileira parece estar perto do fim, disse o relatório, reconhecendo a agenda ambiciosa de reformas do presidente Michel Temer. Na visão do órgão, a instabilidade política e o desdobramentos das investigações de corrupção são grandes fontes de risco que podem ameaçar a agenda de reformas e a recuperação da economia.

O FMI alertou que a habilidade do governo de entregar uma reforma da previdência, um passo necessário para garantir sustentabilidade fical, está menos garantida - e, com eleições nacionais agendadas para 2018, a janela para ações legislativas está fechando.

O órgão preparou o relatório antes da aprovação, no Senado, da controversa reforma trabalhista, que permite que funcionários negociem salários diretamente com os patrões, elimina a contribuição sindical obrigatória e dá mais flexibilidade às empresas quanto à jornada de trabalho e às férias dos funcionários.

De acordo com pesquisas, cerca de 58% dos brasileiros rechaçam as reformas. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, espera que elas ajudem a gerar empregos.

O Brasil enfrentou um retrocesso de 3,8% do seu PIB em 2015 e, em 2016, a queda foi de 3,6%, numa sequência de dois anos de recessão que caracterizou os piores resultados da série histórica iniciada em 1948.

Em meados de maio, o economista chefe do FMI para América Latina, Alejandro Werner, tinha apontado que o momento ainda era prematuro para avaliar o impacto da crise política.

Na última assembleia semestral do Banco Mundial e do FMI, realizada em abril em Washington, a diretora-gerente da entidade, Christine Lagarde, tinha expressado sua confiança de que a economia brasileira já ensaiava uma recuperação.

Graças a medidas que foram anunciadas, e algumas delas já aplicadas, parece que a economia do Brasil deu a volta e vai melhorar em 2017 e em 2018, disse Lagarde na capital americana.

 

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