Assine Brasil em Folhas / Nuvem / Pressreader



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


17 de Ago de 2017 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

...

...

 
Notícias
 Ato em SP marca Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha - Jornal Brasil em Folhas
Ato em SP marca Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha


As marcas da ancestralidade africana – no cabelo, na pele, nas cores e desenhos das roupas, no batuque dos tambores e na história de vida – fizeram parte da Marcha de Mulheres Negras e Indígenas que ocorreu hoje (25) na capital paulista. O ato, que teve início na Praça Roosevelt, na região central, lembra o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado nesta terça-feira. Entre as pautas da mobilização, apresentadas em manifesto, está a luta contra o racismo, o feminicídio, o machismo, o ódio à população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e contra a retirada de direitos.

“O racismo, por ser estruturante, nos coloca em uma condição de estar sempre correndo atrás de fazer as coisas acontecerem”, disse a metroviária Rosa Anacleto, que faz parte da União de Negros pela Igualdade (Unegro), que compõe a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo. Ela destaca a questão da violência contra a população negra. O Atlas da Violência de 2017, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que as mortes de mulheres negras aumentaram 22% entre 2005 e 2015. “Parece que a vida da mulher negra não importa”, diz.

O ato também faz uma homenagem a Tereza de Benguela, líder do Quilombo Quariterê, que viveu no século 18 na região do atual estado de Mato Grosso. De acordo com documentos da época, o Quilombo Quariterê abrigava mais de 100 pessoas, sendo 79 delas negras e 30 indígenas.

Trajetórias

A identidade negra que hoje é motivo de orgulho para as mulheres que participam da marcha também faz parte da trajetória delas por causa do preconceito. A educadora Graciele Batista, 25 anos, diz que a questão racial sempre esteve presente na vida dela. “Eu não entendia o por quê. Eu era preterida em vários momentos e só depois é que tive o poder de me entender e me reconhecer nesse espaço [de organização]”, disse a jovem que cursou educação física por meio de cotas do Programa Universidade para Todos (Prouni).

Rosa Anacleto diz que a organização de mulheres negras é importante, pois, por se encontrarem em situação de maior vulnerabilidade social, é sobre elas que as políticas públicas para construção de igualdade devem se voltar. “Costumamos dizer que, na medida que uma mulher avança, ninguém fica para trás. Não é privilégio, a gente quer ter condição de disputar, mas estamos em desvantagem”, disse. Entre as conquistas recentes, são lembradas a políticas de cotas, a Lei Maria da Penha e a lei do trabalho doméstico.

Mulheres indígenas

Como representação das indígenas, a Guarani Ara Mirim Sônia Barbosa, que é moradora da aldeia do Pico do Jaraguá em São Paulo, participou do ato. “Queremos apoiar porque é uma luta só e, da mesma forma que a população negra sofre, nós também”, disse. Ela destacou a necessidade de preservar os saberes e modo de vida as populações tradicionais. “Nhaereko é o nosso modo de vida. É esse modo de vida que nos mantém vivo, a cultura, a língua, as tradições. Nós temos o nosso trabalho dentro da comunidade. Isso é o nosso bem viver”.

A colombiana Dani Ramires, 29 anos, está no Brasil para fazer um trabalho sobre o combate ao racismo. Ela disse que em Bogotá também ocorrem atos para celebrar a data. “Não se mobiliza tanto como aqui, mas estamos aprendendo e quando voltar vou compartilhar essa experiência”. Dani destaca semelhanças entre as reivindicações. “A discriminação racial é um problema que nos afeta e temos também um grave problema que são os conflitos armados, que afetam principalmente as mulheres negras e indígenas nas periferias do país”.

O ato seguiu em marcha pelas ruas do centro até o Largo Paissandu, onde fica a estátua em homenagem à Mãe Preta. Intervenções culturais foram feitas ao longo do percurso.

 

Últimas Notícias

Moradores do Rosa dos Ventos comemoram chegada da nova Unidade Básica de Saúde
Samsung anuncia lucro recorde e caminha para superar Apple
Vendas da Amazon crescem, mas investimentos fazem lucro recuar
Nave tripulada Soyuz MS-05 decola rumo à Estação Espacial Internacional
Missão científica chega à Estação Espacial Internacional
Tesla apresenta seu primeiro carro popular
Geólogos encontram novas pistas sobre maior extinção mundial
NASA fará teste de defesa da Terra com asteroide real em 12 de outubro

MAIS NOTICIAS

 


CIDADES
Agetul diz que não ‘vê motivo’ para indenizar vítimas Mutirama

O presidente Agetul, Alexandre Magalhães, responsável pelo Parque Mutirama, disse que “não vê motivo” para indenizar as 13 pessoas que se feriram depois de um problema no brinquedo Twister.

 
 
ESPORTE
Neymar evita mal-estar com o Barcelona na apresentação no PSG

Suas primeiras palavras como jogador do Paris Saint Germain (PSG) giraram em torno de uma única ideia. “Quero desafios maiores”, repetiu Neymar em sua apresentação aos meios de comunicação em uma sala de imprensa lotada.

 
 
POLÍTICA
Partidos da base pressionam Temer por cargos de infiéis em votação

Partidos da base aliada de Michel Temer que votaram em massa a favor do presidente, derrubando a denúncia da Procuradoria-Geral da República.

 
 
MUNDO
George Pell se defende: abuso sexual é abominável

O Cardeal George Pell afirmou nesta quinta-feira que entraria de licença do Vaticano para retornar à Austrália e lutar contra as acusações de abuso sexual infantil.

 


 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 4018-8212