Volta do Congresso e mais 4 eventos para ficar de olho na próxima semana

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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou esta semana em queda por conta principalmente da perda de credibilidade dos bancos centrais em um momento em que o Federal Reserve se vê impossibilitado de subir juros por conta da conjuntura global, que faz com que diversos BCs ao redor do mundo cortam taxas. A recuperação do petróleo, no entanto, traz um alívio para o investidor descansar melhor no fim de semana. Só é preciso lembrar que os próximos dias serão repletos de eventos importantes.

A começar pela volta dos trabalhos do Congresso. Além dos debates sobre pautas do ajuste fiscal como o retorno da CPMF e a reforma previdenciária ainda se falará muito sobre impeachment e as eleições para presidente do PMDB, que evidenciam o racha no partido. Para José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Asset, este será o evento mais importante da semana no Brasil, mas é difícil prever para que direção irão os mercados por conta dele. Só sabemos que trará volatilidade, mas para saber para que lado vai só quando começarem os trabalhos do Legislativo, diz.

Já lá fora, o mais importante será olhar para a ata do Fomc (Federal Open Market Committee), embora muito já tenha sido adiantado pelo discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, no Congresso norte-americano. Vão deixar a janela aberta para um aumento de juros, mas depende dos dados que saem daqui até 16 ou 17 de março quando tem a próxima reunião, explica. Dito isso, é fácil perceber que indicadores como a produção industrial e a inflação, que saem na semana que vem, deverão ser acompanhados de perto. Então fique ligado!

A seguir, os destaques da agenda econômica semanal:

IBC-Br (Brasil) O IBC-Br fecha a semana dos indicadores brasileiros, devendo mostrar um recuo da economia de 0,6% em dezembro, depois de fazer uma retração de 0,52% em novembro. O IBC-Br será divulgado na quinta-feira (18) às 8h30 (horário de Brasília).

Ata do Fomc (EUA) Na quarta-feira (17), sai a ata da última reunião do Fomc, que decidiu pela manutenção da banda de juros dos EUA entre 0,25% e 0,5%. O Fed está em uma encruzilhada. Por um lado as políticas monetárias do restante do mundo estão frouxas e por outra a valorização do dólar decorrente destas políticas é contrabalanceada pelo mercado de trabalho apertado, que pode gerar pressão inflacionária no futuro, avalia José Márcio Camargo.

Produção industrial (EUA) Cuidadosamente acompanhado pelo Fed, o índice de produção industrial avalia o produto das fábricas e minas dos Estados Unidos. O setor industrial representa menos que 20% da economia norte-americana, mas é responsável por grande parte de suas variações cíclicas. A expectativa mediana dos economistas é de um crescimento de 0,3% na produção industrial de janeiro após uma queda de 0,4% em novembro. O dado sai às 12h15 da quarta-feira.

Inflação (EUA) Já o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) na sigla em inglês, deve ter apresentado uma queda de 0,1% em janeiro, mesmo resultado do mês anterior. Eu imagino que venha baixa, diz Camargo. Fica abaixo da meta, mas tem um componente passageiro muito forte que é a queda dos preços das commodities. O Fed está preocupado com a queda do preço do petróleo que derrubou 0,3 ponto percentual ou 0,4 p.p. da inflação. Se você tirar isso, o CPI chega perto da meta do Fed. Então o dado é importante, mas só se trouxer surpresas. – BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 3386

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