Após confirmação de Zika, SMS reforça combate a Aedes aegypti e mobiliza população de Aparecida

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A secretária de Saúde de Aparecida Vânia Cristina Rodrigues e o obstetra Jamal Yusuf, concederam na tarde desta terça-feira (1°) coletiva de imprensa sobre os dois primeiros casos confirmados de Zika vírus em gestantes de Aparecida. Além de prestar esclarecimentos à população sobre os casos, a secretária reforçou a importância de mobilizar a sociedade no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do Zika vírus, dengue e chikungunya.

Em relação aos dois casos, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esclarece que uma delas já deu a luz, não apresenta mais sintomas da doença e o bebê passa bem. A outra gestante está com 23 semanas e foi classificada como paciente de alto risco por conta do surto de microcefalia no país. As duas gestantes pediram anonimato e em respeito às pacientes, a SMS não divulgará nenhuma informação que possa identificá-las.

Durante a entrevista, a secretária explicou que após os exames que confirmaram o Zika vírus, a paciente que ainda está gestante recebeu visita domiciliar de uma equipe da secretaria. Ela também foi encaminhada para realizar ultrassonografia morfológica e consulta com o médico Jamal Yusuf.

“Estamos dando também todo acompanhamento psicológico para a paciente. Além disso, equipes da Vigilância fizeram um bloqueio sanitário em todas as quadras próximas da casa da gestante, e em todo o bairro, para evitar o surgimento de outros casos”, destacou Vânia Cristina Rodrigues.

A paciente está sendo assistida pelo ginecologista e obstetra Jamal Yusuf, que atende mulheres com gestação de alto risco, na Maternidade Marlene Teixeira, em Aparecida. “Já realizamos duas ultrassonografias morfológicas e por enquanto está tudo normal. Vamos continuar os exames periódicos para monitorar o desenvolvimento do bebê, além de consultas semanais. Os exames até agora indicam cerca de 85% de chances da criança não ter microcefalia, o que nos deixa muito otimista”, comemorou o médico.

Ainda de acordo com a secretária Municipal de Saúde, o momento é oportuno para reforçar a mobilização contra a proliferação do mosquito na cidade. “O objetivo em anunciar os casos não é de alarmar a população, mas precisamos que a sociedade fique atenta e colabore com as ações do poder público. O levantamento rápido de índice de infestação demonstra que 90% dos criadouros do Aedes aegypti estão no lixo doméstico”, alertou a secretária.

Indagada sobre as ações de combate realizadas no município, Vânia explicou que agentes de endemias realizam trabalho um semanal nos bairros da cidade. “Os moradores podem ajudar acomodando lixo em sacos adequados e não descartando em lotes baldios, porque nós fazemos também manejo ambiental, mas uma semana depois que recolhemos, a gente recebe todo esse lixo novamente. Somente com o apoio dos moradores é que vamos diminuir a intensidade dessa epidemia”, ponderou Vânia Cristina.

A secretária reconheceu que Aparecida passa por um momento atípico. “Estamos com dois vírus circulando, zika e dengue, e uma população inteira susceptível, isso faz com que o medo das doenças aumente e a demanda nas nossas unidades também. Mas todos nossos profissionais da urgência estão capacitados para atender e em casos de menor gravidade a população também pode procurar as Unidades Básicas de Saúde”, salientou Vânia.

Segundo Jamal Yusuf, a gestante apresentou sintomas como manchas vermelhas e coceira pelo corpo. “Outros sintomas apareceram depois de três dias como mialgia (dores musculares)”, explicou o médico especialista. De acordo com informações da SMS, até o momento, não há registro de casos de microcefalia associados ao Zika vírus em Aparecida.

As gestantes receberam a confirmação do Zika vírus depois de serem submedidas a exames feitos pelo Laboratório de Saúde Pública de Goiás (Lacen/GO) e confirmados pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), que fica no Pará. A técnica é o RT-PCR para Zika, que utiliza biologia molecular para a confirmação. – BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 4841

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