Déficit fiscal da América Latina cresceu em 2015

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As contas fiscais sofreram em 2015 uma leve deterioração na América Latina, fechando com um déficit de 3% e uma dívida pública equivalente a 34,7% do PIB, devido à desaceleração econômica e à queda das exportações, revelou a Cepal nesta terça-feira.

Durante o ano passado a América Latina registrou uma leve deterioração nas contas fiscais e chegou a um déficit fiscal de 3,0% do PIB e um nível de dívida pública de 34,7% do PIB, disse a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) no documento Panorama Fiscal da América Latina e do Caribe 2016, divulgado nesta terça-feira em Santiago.

O valor da dívida pública representa uma queda de 1,5% em relação ao ano anterior.

Os países da América Latina, que fechariam 2015 com uma contração de 0,4%, sofrem uma perda de receitas como resultado da queda dos preços das matérias-primas, motor da economia regional.

A região começou a acumular dívida pública, sobretudo interna, depois da crise financeira internacional de 2008, como resposta a crescentes necessidades de financiamento frente a um cenário de desaceleração, explicou a Cepal.

Para compensar as menores receitas, grande parte dos países da região realizou ajustes fiscais de magnitude ou implementaram reformas tributárias.

Em média, a região conseguiu aumentar sua pressão tributária em 0,2% do PIB, principalmente graças a uma melhora da arrecadação do imposto sobre a renda, estimou a Cepal, que na quarta-feira sediará o XXVIII Seminário Regional de Política Fiscal.

O Brasil, com uma dívida pública de 65% do PIB, lidera a região como o país com maior endividamento, seguido por El Salvador, com 45%, Honduras e Argentina(44%). – BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 6178

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