Conforme Caiado, afastamento de Dilma no Senado pode ser decidido em 10 dias

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Após alcançar votação mínima exigida pela admissibilidade do impeachment, o líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), declarou que o procedimento no Senado pode ser concluído em 10 dias. O parlamentar acredita que é necessário o encurtamento do calendário para que o afastamento da presidente Dilma ocorra e o país possa iniciar nova etapa com retomada de crescimento e enxugamento da máquina estatal. Caiado reforçou que este prazo cumpre as regras constitucionais e permite que não haja um agravamento ainda maior da crise econômica no país. A votação acabou há pouco com 367 votos favoráveis, 137 contrários, sete abstenções e duas ausências.

“Respeitando o rito constitucional, podemos concluir a admissibilidade no Senado em 10 dias. Temos que ter a responsabilidade de resumir o calendário no Senado e iniciar a instalação de um novo governo. O país vive um hiato, um buraco negro e precisamos responder ao povo e sinalizar uma saída para a crise. O alongamento do processo só vai agravar a falta de governabilidade no país”, pontuou o senador goiano, logo após a Câmara atingir os 342 votos mínimos necessários para a continuidade do impeachment.

Sobre as críticas ao vice-presidente, Michel Temer, Caiado acredita que o momento é de atuar com o que a Constituição determina e buscar soluções pela reconstrução do país. “Não é hora de atuarmos com achismos. Temos que respeitar as regras constitucionais e implantar a sucessão do governo. Vivemos um dos momentos mais graves e é urgente que tenhamos projetos que tragam uma saída para o país”, opinou o líder democrata.

O parlamentar explicou que, após essa etapa na Câmara, a admissibilidade do impeachment será apreciada no Senado e, se aprovada, a presidente será afastada quando haverá prazo de até 180 dias para que os senadores apreciem o mérito da matéria em sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. É sobre a admissibilidade no Senado que Ronaldo Caiado defende a celeridade para que seja iniciado o processo de recuperação do país.

“Se na Câmara que representa o povo, o governo não consegue os 171 votos para barrar o impeachment, significa que é grande a rejeição à gestão do PT. A votação na Câmara repercute o sentimento nacional. No Senado não poderemos votar de forma diferente”, destacou. – BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 8268

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