Sem as pernas e parte do braço direito, André faz natação no mar: “Sou capaz”

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Reconhecido por trazer para dentro de suas etapas participantes em busca de superação, o XTerra teve mais um exemplo emblemático durante a edição de Paraty, realizado entre os dias 5 e 6 de junho. Entre os mais de 2500 inscritos, uma pessoa, em especial, chamou a atenção.
Portador de uma má formação congênita, André Augusto Silvério não possui as duas pernas e uma parte do braço direito. Fato esse que não interfere em nada no entusiasmo e em sua vontade de vencer cada um dos obstáculos colocados pelo caminho. Com o tempo de 45m19s, o nadador nas horas vagas, que é analista jurídico por profissão, chegou na 118ª colocação geral no Swim Challange 2k.
Sob aplausos após completar todo o percurso desenhado pela organização, André não escondeu sua satisfação com a excelente performance alcançada. Para ele, o bom tempo conquistado é fruto do árduo trabalho de preparação a que foi submetido ao longo dos dois meses que antecederam a competição. Aos 34 anos, ele enxerga na natação uma paixão, além de uma maneira de fugir da sua rotina diária.
– Não é nem um pouco fácil completar esse tipo de prova, tive que me esforçar muito para conseguir completá-la. Durante dois meses fiz treinamentos específicos na piscina, três vezes por semana, nadando uma distância maior do que a exigida na competição. Fiquei muito satisfeito com o resultado e provei que sou capaz de superar qualquer obstáculo. A natação é uma das minhas grandes paixões e está presente na minha vida desde a infância. Quando era criança, até cheguei a praticar outros esportes, mas foi na água que me encontrei e, além disso, sinto prazer de estar competindo até hoje. Me faz muito bem e serve para me deixar mais disposto e tranquilo no dia a dia – comemorou.
Natural de Juiz de Fora, em Minhas Gerais, André, atualmente, reside em Barra Mansa, município situado ao sul do Estado do Rio de Janeiro. Habituado com as provas do XTerra, o nadador comentou sobre o processo de trocas as piscinas pelas competições em mar aberto. Estimulado com a evolução obtida, o mineiro não pretende parar por aí e já projeta um retorno breve às provas do evento.
– Sempre competi na piscina, inclusive esse sempre foi meu foco principal. Mas, com o tempo, optei por fazer competições em mar aberto. Particularmente, prefiro este tipo de percurso pelo visual e por julgar ser uma prova mais gostosa de ser disputada. Quero seguir evoluindo, conquistando bons resultados e provando que qualquer um pode chegar aos seus objetivos desde que tenha vontade de ultrapassar seus limites – concluiu. – BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 11685

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