Melhora nas projeções: inflação na Venezuela deve atingir só 1600% em 2017, diz FMI

Redação Redação

SÃO PAULO – A Venezuela passa por uma das piores crises de sua história e mesmo que nada tenha mudado no país, o FMI (Fundo Monetário Internacional) melhorou sua perspectiva de inflação para 480% este ano, enquanto para 2017 a projeção é de alta de 1640% nos preços. O país enfrenta uma grave crise de escassez de produtos básicos e o governo declarou um estado de emergência econômica, inclusive com o Exército assumindo o sistema de abastecimento de produtos.

Em janeiro, o fundo tinha previsto um recorde de inflação neste ano no país, com a estimativa de 720%. Em abril, a projeção piorou ainda mais, passando para uma taxa de até 2.200% no final de 2017, enquanto para os anos seguintes, o problema se agravaria até chegar a 4.600% de inflação anual em 2021.

Segundo economistas, caso o estado de emergência seja estendido, é possível que o país tenha de recorrer ao FMI para fazer um pedido de resgate. O problema é que as relações com a instituição estão rompidas há cerca de uma década durante a liderança de Hugo Chávez e, até o momento, não há nenhuma reaproximação em andamento.

Esta situação hiperinflacionista se dá em um contexto de derretimento do valor da moeda venezuelana, o bolívar, que perdeu praticamente todo o seu valor desde a ascensão de Nicolás Maduro ao poder. Além disso, a Venezuela, produtora de petróleo, é também um dos países mais atingidos pela queda no preço desse produto. – BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 13720

A BRASIL EM FOLHAS utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições. Aceitar Consulte mais informação

Política de Privacidade e Cookies