Sonda Rosetta pousará sobre região de fossas ativas em cometa

Redação Redação

A ESA informou hoje que esta região fica no menor dos dois lóbulos do cometa, e abriga várias fossas ativas de mais de 100 metros de diâmetro e entre 50 e 60 metros de profundidade, nas quais se originam uma série de jatos de pó.

A sonda está desde o dia 9 de agosto traçando órbitas elípticas cada vez mais próximas do cometa e durante o último sobrevoo poderia ficar a um quilômetro da superfície, uma distância nunca antes atingida.

A manobra de pouso vai acontecer na noite do dia 29 de setembro, acrescentou a ESA.

A Rosetta fará uma lenta queda livre rumo ao cometa para maximizar o número de medições científicas que poderão ser feitas e enviar à Terra antes do impacto.

A ESA acrescentou que as paredes das fossas também mostram estruturas granulosas enigmáticas de um metro aproximadamente, denominadas pele de galinha.

Os cientistas acreditam que poderiam indicar a existência de antigos cometesimais (fragmentos de cometas), que ao se fundirem nas primeiras fases de formação do Sistema Solar originaram o cometa.

No dia 30 de setembro, a Rosetta observará estas fascinantes estruturas mais perto do que nunca.

Rosetta se dirigirá para um ponto próximo de uma fossa bem definida, de 130 metros de largura, que a equipe da missão batizou de maneira informal como Deir el Medina, já que conta com uma estrutura de aparência similar ao antigo povoado egípcio de mesmo nome.

A sonda Rosetta realizou um longo percurso através do Sistema Solar, que começou no dia 2 de março de 2004, e cobriu 6,4 bilhões de quilômetros até chegar ao cometa, em agosto de 2014.

Recebeu o impulso gravitacional da Terra e de Marte porque não existe um foguete lançador capaz de enviar a sonda diretamente até o cometa.

Em novembro de 2014 o módulo Philae aterrissou sobre a superfície gelada do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, após separar-se da sonda mãe Rosetta.

A fossa do cometa apresenta indícios sobre o desenrolar geológico da região, explicou a ESA.

Embora a Rosetta esteja sobrevoando o cometa há dois anos, nosso maior desafio será mantê-la operacional sem problemas durante as últimas semanas da missão no entorno imprevisível deste cometa, e tão longe do Sol e da Terra, explicou o responsável de operações da sonda para a ESA, Sylvain Lodiot. – BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 18115

A BRASIL EM FOLHAS utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições. Aceitar Consulte mais informação

Política de Privacidade e Cookies