Tenho R$ 200 mil para investir; onde aplico para ter rendimento maior?

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Nathalia F. é leitora do InfoMoney e possui algumas dúvidas relacionadas ao planejamento e organização de sua carteira de investimentos. Ela possui R$ 200 mil para investir e gostaria de resgatar o montante em um prazo de seis anos. Preocupada com o cenário atual da economia, ela quer priorizar o baixo risco e aplicar em ativos com melhor rentabilidade. “É interessante diversificar a carteira de investimentos? Se sim, onde é interessante investir e como dividir esse valor que tenho em cada aplicação para obter melhor rentabilidade no prazo citado? ”, questiona.

Segundo Fernanda Alves, CFP® e assessora de investimentos na Praisce Capital, a tendência da inflação e das taxas de juros é de queda para os próximos anos, o que, em teoria, favorece investimentos em títulos prefixados que garantam uma taxa fixa mesmo em caso da queda dos juros. No entanto, é preciso lembrar que o mercado financeiro já precificou boa parte desta tendência. “Por isso é necessário que o investidor faça uma diversificação de espécies de títulos de renda-fixa”, explica.

A assessora sugere a alocação de um terço da carteira em CDB (Certificado de Depósito Bancário) pós-fixado pagando 117% do CDI com um prazo de até cinco anos; um terço em CDB prefixado com taxa de 13% ao ano e vencimento em quatro anos, e aplicação de um terço em CDB IPCA+, e vencimento em três anos, que paga o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mais 7,5% ao ano.

Na opinião de Pedro Romano, assessor na Compromisso Investimentos, o momento é de sensibilidade político-econômica mundial e, por isso, prognósticos hoje podem ser diferentes dos de amanhã. “Creio que para quem busca investimentos mais conservadores, o caminho ideal é priorizar a renda fixa, diversificando-a entre ativos com inflação e pós-fixados. Além, é claro, de deixar uma parte deste recurso com liquidez, afinal, pode aparecer algo inesperado nesses seis anos em que você precise do dinheiro”, diz.

Romano lembra que ativos com FGC (Fundo Garantidor de Crédito) têm garantia de até R$ 250 mil por instituição e CPF, ou seja, o investidor precisa estar atento para que a quantia que for investida hoje não ultrapasse esse valor durante os seis anos. Além disso, ele explica que as NTNs e LTN são ativos compostos por remuneração pré-fixada e, por isso, sofrem de um efeito chamado “marcação a mercado”, que nada mais é que uma oscilação do preço papel. Em outras palavras, por mais que o investimento seja “renda fixa”, ele pode oferecer retornos negativos ou abaixo do CDI em determinadas épocas.

Tamara Hernandes, assessora de investimentos na Patrimono, explica que é sempre bom diversificar a carteira de investimentos e que dado o cenário atual da economia, é importante que o investidor tenha pelo menos de 20% a 30% da carteira alocados em ativos prefixados, de modo a visar a longo prazo, a queda da Selic.

O Tesouro Selic é um título que possui liquidez, mas mesmo assim, ainda existem CDBs e fundos de investimentos que pagam mais de 100% CDI, pouco acima que o próprio Tesouro Selic e com liquidez diária”, conta. Hernandes afirma ainda que as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) para títulos mais curtos de até um ano são interessantes, pois são isentas de imposto de renda.

Apesar das sugestões, os assessores reforçam que cada cliente possui um perfil com necessidades e objetivos distintos e, por isso, é sempre válido consultar um assessor de investimentos para que as aplicações estejam em linha com as condições financeiras e com os propósitos de cada um.
– BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 19295

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Nathalia F. é leitora do InfoMoney e possui algumas dúvidas relacionadas ao planejamento e organização de sua carteira de investimentos. Ela possui R$ 200 mil para investir e gostaria de resgatar o montante em um prazo de seis anos. Preocupada com o cenário atual da economia, ela quer priorizar o baixo risco e aplicar em ativos com melhor rentabilidade. “É interessante diversificar a carteira de investimentos? Se sim, onde é interessante investir e como dividir esse valor que tenho em cada aplicação para obter melhor rentabilidade no prazo citado? ”, questiona.

Segundo Fernanda Alves, CFP® e assessora de investimentos na Praisce Capital, a tendência da inflação e das taxas de juros é de queda para os próximos anos, o que, em teoria, favorece investimentos em títulos prefixados que garantam uma taxa fixa mesmo em caso da queda dos juros. No entanto, é preciso lembrar que o mercado financeiro já precificou boa parte desta tendência. “Por isso é necessário que o investidor faça uma diversificação de espécies de títulos de renda-fixa”, explica.

A assessora sugere a alocação de um terço da carteira em CDB (Certificado de Depósito Bancário) pós-fixado pagando 117% do CDI com um prazo de até cinco anos; um terço em CDB prefixado com taxa de 13% ao ano e vencimento em quatro anos, e aplicação de um terço em CDB IPCA+, e vencimento em três anos, que paga o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mais 7,5% ao ano.

Na opinião de Pedro Romano, assessor na Compromisso Investimentos, o momento é de sensibilidade político-econômica mundial e, por isso, prognósticos hoje podem ser diferentes dos de amanhã. “Creio que para quem busca investimentos mais conservadores, o caminho ideal é priorizar a renda fixa, diversificando-a entre ativos com inflação e pós-fixados. Além, é claro, de deixar uma parte deste recurso com liquidez, afinal, pode aparecer algo inesperado nesses seis anos em que você precise do dinheiro”, diz.

Romano lembra que ativos com FGC (Fundo Garantidor de Crédito) têm garantia de até R$ 250 mil por instituição e CPF, ou seja, o investidor precisa estar atento para que a quantia que for investida hoje não ultrapasse esse valor durante os seis anos. Além disso, ele explica que as NTNs e LTN são ativos compostos por remuneração pré-fixada e, por isso, sofrem de um efeito chamado “marcação a mercado”, que nada mais é que uma oscilação do preço papel. Em outras palavras, por mais que o investimento seja “renda fixa”, ele pode oferecer retornos negativos ou abaixo do CDI em determinadas épocas.

Tamara Hernandes, assessora de investimentos na Patrimono, explica que é sempre bom diversificar a carteira de investimentos e que dado o cenário atual da economia, é importante que o investidor tenha pelo menos de 20% a 30% da carteira alocados em ativos prefixados, de modo a visar a longo prazo, a queda da Selic.

O Tesouro Selic é um título que possui liquidez, mas mesmo assim, ainda existem CDBs e fundos de investimentos que pagam mais de 100% CDI, pouco acima que o próprio Tesouro Selic e com liquidez diária”, conta. Hernandes afirma ainda que as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) para títulos mais curtos de até um ano são interessantes, pois são isentas de imposto de renda.

Apesar das sugestões, os assessores reforçam que cada cliente possui um perfil com necessidades e objetivos distintos e, por isso, é sempre válido consultar um assessor de investimentos para que as aplicações estejam em linha com as condições financeiras e com os propósitos de cada um.
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