Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


20 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Recifes com rica biodiversidade são encontrados na foz do rio Amazonas - Jornal Brasil em Folhas
Recifes com rica biodiversidade são encontrados na foz do rio Amazonas


Pesquisadores de diversas universidades brasileiras encontraram um enorme conjunto de recifes na foz do rio Amazonas, abaixo de uma pluma de sedimentos. Ele se estende por cerca de 700 quilômetros do Maranhão à Guiana Francesa, numa profundidade que varia de 60 a 150 metros, e apresenta uma rica biodiversidade.

Os recifes são formações rochosas construídas, principalmente, de corais e algas calcárias. O tamanho desse ecossistema chamou a atenção dos cientistas, mas o que mais impressionou foi a localização.

“Existe uma ideia, que agora está sendo meio abandonada, de que nas desembocaduras de grandes rios que levam muita água doce e partículas em suspensão, devido à baixa penetração de luz, não teria condição de os organismos que formam o recife se desenvolverem. A grande sacada desse trabalho é encontrar uma estrutura tão grande numa área onde se acreditava não existir condição de luz para o surgimento desses organismos”, explica o geólogo e professor no Instituto de Oceanografia da USP, Universidade de São Paulo, Michel Mahiques.

Inédito

Para ele, é o primeiro recife no mundo a ser descoberto nessas condições. Ele teria se formado entre 12 mil e 14 mil anos atrás, o que é considerado muito recente na geologia. Nesse ecossistema podem ser encontradas espécies desconhecidas como esponjas gigantes com até dois metros de diâmetro pesando até 100 quilos.

“Na verdade, é um ecossistema todo baseado na falta de luz. Então, existem microorganismos que sintetizam alimento para outros organismos. Foram encontradas algas calcárias, algumas espécies de coral, até peixes e organismos maiores que dependem desse processo que a gente chama de quimiosíntese (que não necessita de luz para se desenvolver)”, conta o pesquisador.

O geólogo informou que a equipe de pesquisadores pretende voltar ao local para continuar o mapeamento da área do recife. Até o momento, em duas expedições ao local, foram mapeados apenas 15% do ecossistema. O levantamento total da área pode levar cerca de três meses. A meta é utilizar um navio oceanográfico que permite uma boa visão do fundo do rio. A descoberta - inédita de cientistas brasileiros - foi divulgada na revista científica americana Science.

 

Últimas Notícias

Estimativa do mercado para inflação cai pela quarta vez seguida
Autoridades de Cuba anunciam retorno de médicos antes do fim do ano
Guatemala monitora atividades de vulcão que pode ter novas erupções
Marcelo Piloto é extraditado do Paraguai para o Brasil
Ex-CEO da Nissan é preso no Japão suspeito de reduzir próprio lucro
Governador eleito do Rio promete nova concessão para o Maracanã
Relatório alerta que há 45 barragens sob ameaça de desabamento
Relatório alerta que há 45 barragens sob ameaça de desabamento

MAIS NOTICIAS

 

Estimativa do mercado para inflação cai pela quarta vez seguida
 
 
Autoridades de Cuba anunciam retorno de médicos antes do fim do ano
 
 
Guatemala monitora atividades de vulcão que pode ter novas erupções
 
 
Ex-CEO da Nissan é preso no Japão suspeito de reduzir próprio lucro
 
 
Governador eleito do Rio promete nova concessão para o Maracanã
 
 
Relatório alerta que há 45 barragens sob ameaça de desabamento

 


 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212