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13 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Israel e ONU se envolvem em uma disputa cada vez mais tensa - Jornal Brasil em Folhas
Israel e ONU se envolvem em uma disputa cada vez mais tensa


Israel e as Nações Unidas estão envolvidas em uma troca de declarações cada vez mais duras, refletindo a pressão dos colonos sobre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e que evidencia o quanto a solução de dois Estados está distante.

A colonização é um insulto ao povo palestino e à comunidade internacional, declarou ma terça-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, referindo-se aos diversos projetos de construção de novos assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Os novos projetos são iniciativas provocativas, disse Ban, considerando que poderiam aumentar a tensão e atrapalhar qualquer perspectiva de solução política.

Cisjordânia, Jerusalém e Israel estão mergulhados desde 1º de outubro em um novo ciclo de violência que já matou 159 palestinos, 25 israelenses, um americano e um eritreu.

Este ciclo de violência aumenta os temores de um novo levante palestino, uma terceira Intifada.

Os comentários do secretário-geral da ONU incentivam o terrorismo, respondeu asperamente Netanyahu depois que Ban evocou a frustração dos palestinos que justifica a violência.

A maioria dos palestinos foram mortos a tiros por policiais ou soldados quando tentavam atacar civis ou militares israelenses com armas brancas. Os ataques são quase diários e nada indica que cessarão.

Outros palestinos foram mortos em confrontos com forças de segurança durante as manifestações.

Apesar da virulência, o confronto diplomático entre Israel e a ONU não é novo, consideram especialistas.

Os israelenses estão convencidos de que a ONU é hostil a Israel e utiliza uma linguagem bastante agressiva há tempos e muito antes de maio de 2015, quando tomou posse um dos governos mais conservadores da história do país.

Antes de atacar Ban Ki-moon, Netanyahu acusou a comunidade internacional de tratar Israel pior do que a Síria, a Coreia do Norte ou o Irã.

Em 14 de janeiro, equiparou a decisão da União Europeia de identificar com etiquetas os produtos israelenses provenientes de colônias com que o que os nazistas faziam.

Ao mesmo tempo, a ministra sueca das Relações Exteriores foi praticamente declarada persona non grata por ter pedido uma investigação sobre os casos de palestinos mortos pelas forças de segurança.

A ONU, mas também a União Europeia e os Estados Unidos, temem que a colonização impeça o estabelecimento de um Estado palestino, um elemento-chave de todas as iniciativas de paz para resolver um conflito de quase 70 anos.

Ban lembrou em seu comunicado os mais recentes projetos de colonização, como a construção de 153 residências ou a anexação de terras agrícolas no Vale do Jordão.

Mas as demolições israelenses, o deslocamento de beduínos e as restrições ao desenvolvimento econômico também fazem parte da colonização, ressaltou.

Por sua vez, Netanyahu reiterou que está disposto a retomar as negociações interrompidas em abril de 2014, mas ressaltando que o lado palestino não é um parceiro para a paz.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, acaba de dizer que estava disposto a negociar se Israel suspender a colonização e libertar os prisioneiros, como especificado em acordos anteriores.

Atualmente, nenhum dos cinco membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China - ou a União Europeia parecem dispostos a tomar a iniciativa de reiniciar um processo de paz.

Os palestinos dizem que estão preparando um projeto de resolução para apresentar ao Conselho de Segurança sobre a colonização e pedindo um estatuto de proteção internacional das Nações Unidas.

 

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