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17 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Temer busca agenda positiva, mas perde 3º ministro em 35 dias - Jornal Brasil em Folhas
Temer busca agenda positiva, mas perde 3º ministro em 35 dias


Em apenas 35 dias de governo, o presidente interino, Michel Temer, perdeu seu terceiro ministro por causa de envolvimento com a Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção montado em estatais para financiar políticos.
Nesta quinta (16), acusado de receber propinas por investigações da Lava Jato, o ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo), amigo do presidente, pediu demissão. Antes dele, haviam caído Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência), por citações ou declarações sobre a Lava Jato.
Todas as demissões foram precedidas de revelações feitas pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro considerado o operador do PMDB no esquema de corrupção.
No início do mês, o procurador Rodrigo Janot, afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que Alves atuou para obter recurso desviado da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS.
Depois, vieram à tona as acusações de Machado. O ex-presidente da Transpetro afirmou que repassou ao ministro R$ 1,55 milhão de recursos ilícitos, entre 2008 e 2014.
Na manifestação ao Supremo, Janot afirmou que parte do dinheiro do esquema desbaratado pela Lava Jato teria abastecido a campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, quando ele acabou derrotado.
A negociação envolveria o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. As afirmações da Procuradoria constam do pedido de abertura de inquérito para investigar os três, enviado no fim de abril ao Supremo, mas até hoje mantido sob sigilo.
No despacho obtido pela Folha, Janot aponta que Cunha e Alves atuaram para beneficiar empreiteiras no Congresso, recebendo doações em contrapartida. Os dois negam as acusações.
A queda de Alves foi confirmada pelo Planalto no momento em que Temer buscava anunciar uma agenda positiva para sair da pauta da crise: a abertura de mais 75 mil vagas no Fies (fundo de financiamento estudantil).
Mais cedo, pela manhã, ele havia feito um pronunciamento para se defender da delação de Machado. Temer voltou a negar que tenha pedido “doação ilícita” para campanha a prefeito de Gabriel Chalita, em 2012, conforme afirmou o delator.
Um assessor do presidente reconhecia, no final do dia, que as boas notícias do governo, como os anúncios da proposta de teto dos gastos públicos e das novas vagas do Fies, estavam sendo ofuscadas pela crise política. Alves decidiu deixar o cargo após ser informado que novas acusações serão feitas contra ele por mais delatores.
Ele tratou do assunto na quarta (15) com o presidente. No encontro, de menos de meia hora, os dois avaliaram que a situação de Alves iria ficar “insustentável” e que sua permanência criaria um desgaste “desnecessário” ao governo. Combinaram que ele anunciaria a saída nesta quinta-feira à tarde.
A delação do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto, prestes a ser homologada pelo Supremo, traz citação ao agora ex-ministro do Turismo. A menção, segundo pessoas próximas às investigações, ocorre em um contexto mais lateral.
Desde maio, Alves já havia sido aconselhado pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) a deixar o posto para evitar desgaste na imagem do governo. O então ministro do Turismo vinha se queixando a aliados das declarações de Padilha, de que citados na Lava Jato criariam “constrangimento” ao governo.
Alves chegou a relatar numa reunião recente que se escondeu no banheiro de um avião após ser chamado de “golpista” por uma passageira e ter visto uma senadora do PT no mesmo voo.

BEM MAIOR

Com a saída do ministro, Temer decidiu manter no cargo o secretário-executivo da pasta, Alberto Alves, que está no posto desde o governo Dilma Rousseff. O Planalto não pretende fazer mudança até o fim da Olimpíada.
Em sua carta de demissão, Alves diz não querer “criar constrangimentos para o governo” e diz que “o momento nacional exige atitudes pessoais em prol do bem maior”.
Apesar de Alves perder o foro privilegiado ao se demitir, o pedido de inquérito para investigá-lo na Lava Jato deve permanecer no STF, pela conexão com o caso de Cunha. Alves já era alvo de dois inquéritos na Corte.

 

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