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 Os 5 assuntos que vão agitar o mercado nesta terça-feira - Jornal Brasil em Folhas
Os 5 assuntos que vão agitar o mercado nesta terça-feira


SÃO PAULO - O Ibovespa teve queda na última segunda-feira (27) pressionado por Petrobras e bancos no segundo pregão consecutivo de pessimismo após a aprovação do Brexit. Nesta terça-feira (28), o mercado fica de olho na sabatina no Senado dos novos diretores do Banco Central e na entrevista do presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn. Confira os cinco assuntos que você precisa acompanhar hoje:

1. Bolsas mundiais Após dois dias de derrocada das bolsas mundiais após a votação do Brexit, com 52% do Reino Unido votando pela saída da União Europeia, o dia é de recuperação para os mercados. O inglês FTSE 100 sobe 2,38%, o alemão DAX tem ganhos de 2,24%, enquanto o espanhol IBEX 35 tem ganhos de 3,08% e o italiano FTSE MIB dispara 4,06%. O dólar se enfraquece contra maioria das demais moedas e as commodities se valorizam, com o petróleo brent registrando ganhos de 2,67%, a US$ 48,42 o barril. Os yields dos treasuries avançam. Ativos ensaiam melhora em meio à expectativa de atuações dos Bancos Centrais, antes de encontro de líderes da União Europeia em Bruxelas. A libra sobe 0,85%, a US$ 1,333, após dois dias de derrocada ante a divisa americana. O presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, apelou hoje aos grandes BCs que coordenem melhor suas políticas para lidar com o problema da inflação extremamente baixa, alertando que desvalorizações cambiais competitivas são prejudicais para a economia global. Draghi, que falou durante conferência do BCE em Portugal, disse que a adoção de políticas monetárias divergentes pelos principais bancos centrais pode causar incertezas sobre suas intenções, o que, por sua vez, leva a maior volatilidade cambial e prêmios de risco. Na Ásia, o dia também foi de alívio, com o japonês Nikkei fechando em alta de 0,09%, enquanto Xangai fechou com ganhos de 0,58% e Hang Seng teve queda de 0,27%. Nos EUA, o dia aponta para alta, com o Dow Jones, o S&P e o Nasdaq futuros em alta superior a 1%.

2. Novos diretores do BC A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado fará nesta terça a leitura do relatório de indicados ao Banco Central nas diretorias de Política Econômica, Política Monetária, Assuntos Internacionais e Relações Institucionais. Os indicados são, respectivamente, Carlos Viana de Carvalho, Reinaldo Le Grazie, Tiago Couto Berriel e atual procurador do BC, Isaac Sidney. A sabatina ocorrerá provavelmente no dia 5 de julho. Com a aprovação dos novos nomes, deixam os cargos os atuais diretores Altamir Lopes (Política Econômica), Aldo Mendes (Política Monetária) e Tony Volpon (Assuntos Internacionais). Luiz Feltrim, que era o titular de Relacionamento Institucional, permanece no colegiado como diretor de Administração. Com essa reestruturação, o Copom volta a ser formado por nove membros - oito diretores e mais o presidente.

3. Relatório Trimestral de Inflação Hoje às 8h30 (horário de Brasília) sai o Relatório Trimestral de Inflação, o primeiro sob o comando de Ilan Goldfajn. Espera-se que o documento traga os pontos principais sobre a política monetária da nova equipe do BC. Além da importância do relatório, a entrevista de Goldfajn às 11h explicando o texto também deve ser observada de perto pelos investidores. O relatório vai ser “muito importante” e o mercado focará na projeção do BC para 2017, diz Ítalo Lombardi, economista-sênior para América Latina do Standard Chartered Bank. “A diretoria mudou, mas o modelo do BC não mudou”, diz Lombardi.

4. PIB dos EUA Será hoje também divulgada a terceira estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos para o quarto trimestre de 2015. A expectativa mediana dos economistas é de que a maior economia do mundo cresça 1,0%, ante 0,8% registrados na segunda prévia. O número sai às 9h30.

5. Resultado Primário do Governo Central Às 15h sai o Resultado Primário do Governo Central, entidade formada por Banco Central, Previdência e Tesouro Nacional, de maio. A estimativa mediana dos economistas é de que tenha sido registrado um déficit primário de R$ 15,7 bilhões no período. Em abril, o governo central teve um superávit de R$ 9,80 bilhões.

 

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