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19 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Morar perto de locais de fracking aumenta risco de asma - Jornal Brasil em Folhas
Morar perto de locais de fracking aumenta risco de asma


Morar perto de lugares onde se extrai gás natural por fratura hidráulica, atividade também conhecida como fracking, pode aumentar em até quatro vezes o risco de sofrer de asma, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira.

Os resultados, publicados na revista científica americana The American Medical Association (JAMA), se baseiam na análise de registros de saúde recolhidos entre 2005 e 2012 no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores encontraram mais de 35.000 pacientes de entre cinco e 90 anos com asma.

A maioria das crises de asma - cerca de 21.000 no total - foram leves e puderam ser tratadas com corticoide.

Outras 4.782 crises foram graves e requereram hospitalização, e 1.870 foram crises moderadas onde os pacientes foram levados para unidades de emergência.

Os pesquisadores mapearam onde os pacientes moravam, junto com a localização, o tamanho e o número de operações de gás natural, e compararam estes dados com pacientes asmáticos que não tinham sofrido nenhuma crise no mesmo ano.

Os resultados demonstraram que os que moravam mais perto de poços de gás natural ativos maiores ou em maior quantidade eram significativamente mais propensos - de 1,5 a quatro vezes - a sofrer crises de asma.

As conclusões não se alteraram quando os pesquisadores levaram em conta outros fatores que podem exacerbar a asma, como viver perto de estradas, ter histórico familiar da doença e fumar.

Nossa pesquisa foi a a primeira a analisar a asma, mas temos vários estudos que mostram resultados de saúde adversos relacionados com a perfuração de poços de gás natural não convencionais, disse Sara Rasmussen, autora principal do estudo e pesquisadora do departamento de Ciências da Saúde Ambiental da Bloomberg School na Universidade Johns Hopkins.

Precisamos focar em porquê exatamente essas coisas estão acontecendo, porque se sabemos os motivos, podemos ajudar a fazer com que a indústria seja mais segura, acrescentou.

O aumento das operações de fracking na Pensilvânia, com mais de 6.000 poços explorados na última década, gerou preocupações sobre os efeitos na qualidade do ar e da água.

A asma é uma doença crônica que pode piorar com a poluição do ar, o estresse e as alterações do sono. Todos estes fatores foram relacionados com a exploração não convencional de gás natural em estudos anteriores.

O fracking é uma técnica que consiste em injetar uma mistura de água, areia e produtos químicos no subsolo para liberar petróleo e gás de xisto presos em camadas de rocha.

Estamos preocupados com o aumento de estudos que mostram efeitos na saúde associados a esta indústria, disse Brian Schwartz, coautor do estudo e professor do departamento de Ciências da Saúde Ambiental na Bloomberg School.

Schwartz disse acreditar que este é o momento de tomar uma atitude mais cautelosa para buscar o desenvolvimento, levando em conta o meio ambiente e a saúde pública.

 

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