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12 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Hollande rejeita endurecer legislação antiterrorismo - Jornal Brasil em Folhas
Hollande rejeita endurecer legislação antiterrorismo


O presidente francês, François Hollande, rejeitou nesta terça-feira (26) os apelos da oposição de direita e de extrema-direita para endurecer ainda mais a legislação antiterrorista, após o atentado a uma igreja no noroeste do país.

Para Hollande, as leis votadas desde 2015 dão capacidade para agir.

Restringir nossas liberdades não trará eficácia à luta contra o terrorismo, declarou, em pronunciamento transmitido pela televisão, direto do Palácio Eliseu, em Paris.

O governo aplica e aplicará com a mais extrema firmeza as leis que nós votamos e que dão à Justiça, aos administradores regionais [os chamados préfets], às forças da ordem, a capacidade de agir, amplificada pela prolongação e pelo reforço do estado de emergência, garantiu Hollande.

Pela segunda vez, o presidente cancelou a viagem que faria à República Tcheca, dedicada a debater o pós-Brexit. Essa visita já havia sido adiada depois do atentado de Nice, no dia da festa nacional do 14 de Julho.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, considerou, por sua vez, que quando se ataca um padre, a Igreja Católica, vemos bem qual é o objetivo: jogar os franceses uns contra os outros, atacar uma religião para provocar uma guerra de religiões.

Desde o 14 de Julho, o governo está sob duras críticas na França por falhas nas medidas de segurança antiterroristas.

Essa guerra será longa. O alvo dela é nossa democracia. Ela é o alvo, ela será nosso escudo, declarou o chefe de Estado.

Francesas, franceses, vamos nos unir. É assim que ganharemos a guerra contra o ódio e o fanatismo. Porque, eu lhes garanto, nós ganharemos essa guerra, acrescentou.

Um pouco mais cedo, o ex-presidente Nicolas Sarkozy reivindicou do Executivo mudar profundamente (...) a retaliação.

A direita exige, sobretudo, a detenção das pessoas em solo francês suspeitas de radicalização, além da adoção de uma detenção de segurança resultante de uma pena para as pessoas condenadas por crimes terroristas. A oposição reivindica ainda a criação de um delito de permanência em casos de operação terrorista.

 

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