Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


14 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Hillary Clinton é oficializada candidata do Partido Democrata à Casa Branca - Jornal Brasil em Folhas
Hillary Clinton é oficializada candidata do Partido Democrata à Casa Branca


Hillary Clinton foi oficializada nesta terça-feira (26) como candidata democrata à Casa Branca, e sua conquista se dá para o bem e para o mal.
Como marco histórico, será a primeira mulher a concorrer por um partido grande à Presidência dos EUA. Como revés, será uma das candidatas mais odiadas dos últimos tempos, animosidade testemunhada mesmo dentro de seu partido.
Na véspera, partidários de Bernard “Bernie” Sanders, que rivalizou com ela até o fim das prévias da legenda, ensaiaram deflagrar uma “guerra civil”: vaiaram menções a Hillary e gritaram em coro o nome do senador.
A hostilidade foi mais tímida na terça, quando o próprio Sanders, em gesto simbólico, sacramentou a indicação da ex-adversária “como nomeada do Partido Democrata para presidente dos Estados Unidos”.
Num gesto simbólico, os dois foram apresentados como opção na eleição interna —ele nunca formalmente retirou sua candidatura.
A agora presidenciável oficial da legenda assistia à cerimônia de casa, segundo sua campanha, quando sua candidatura foi sacramentada —ela superou com facilidade a marca que precisava para ser indicada à vaga (2.382 delegados, que representam o voto popular em seus Estados). Agrados aos simpatizantes de Sanders não foram poucos: no começo, oradores se revezaram para elogiar o senador, dando a impressão de que ele, e não Hillary, seria a escolha do partido para o pleito de 2016.
“Nunca senti o ‘bern’ [trocadilho com ‘Bernie’] mais forte do que o sinto agora”, disse no palco Shyla Nelson, cantora de ópera e delegada de Vermont, Estado representado pelo nova-iorquino Sanders no Senado.

REJEIÇÃO

Pesa contra Hillary uma taxa de aprovação que bate um recorde negativo em pelo menos dez eleições presidenciais, só superado pelo adversário republicano, Donald Trump, com 57,1% de rejeição.
Rechaçada por 55,6% do eleitorado, na média de várias pesquisas, Hillary tem um problema: o povo americano não confia nela.
A imagem de “desonesta” e “indigna de confiança” grudou com 67% do eleitorado, segundo sondagem CBS/”New York Times” divulgada em meados de julho. É um número em ascensão: um mês antes, 62% reportavam a cisma com Hillary.
Nesse meio tempo, ela se livrou de ser indiciada por usar servidores privados de e-mail, como @clintonemail.com, quando era secretária de Estado (2009-13) e lidava com conteúdos sensíveis.
Ganhou, contudo, uma reprimenda do diretor do FBI por ser “extremamente descuidada”, e a ausência de sanções fortaleceu a tese de que os Clinton estão acima da lei.
Acima da lei e sob as asas de Wall Street, em outra percepção popular que assombra a presidenciável. É um dos principais gargalos com o eleitorado pró-Bernie.
Agora a seu lado, o senador de Vermont passou a campanha fustigando Hillary para que ela divulgasse a íntegra das 94 palestras que deu em instituições financeiras, de 2013 e 2015.
Um dos contratantes, Goldman Sachs, no rol de vilões da crise dos anos 2000, pagou-lhe US$ 675 mil pelo pacote de três discursos (que continuam secretos). “Deve ser uma prosa shakespeariana”, ironizou Sanders em março.
Mesmo delegados pró-Hillary concordam que ela tem de resolver suas questões de credibilidade para não arriscar uma derrota para Trump em novembro.
Não há dúvidas de que Kelly Jacobs, da comitiva do Mississipi, defende a ex-senadora de Nova York. Ela combina um vestido cuja estampa traz o casal Barack e Michelle Obama com um chapéu verde-limão, o nome da candidata bordado em prateado na parte de trás.
Jacobs prefere ser pragmática: mesmo se Hillary contar “umas mentirinhas”, ainda é o nome mais qualificado para governar o país.
Também vê sexismo na birra popular: “Todo mundo em Washington faz travessuras”, mas Hillary pagaria o pato por ser uma mulher que ousa cobiçar o cargo mais alto dos EUA, diz.

DISPUTA

Há meses, parecia improvável imaginar que ela pudesse perder para Trump. Não mais. Nate Silver, estatístico famoso por acertar quem venceria as eleições em 2008 em 49 dos 50 Estados americanos, rebaixou seu cacife eleitoral.
Hillary ainda está na frente, mas a margem estreitou. Silver calcula que Trump tenha 46,2% de chances no pleito, contra 53,7% para ela. Dez dias antes, o magnata aparecia com 33,7%, e no início do mês, 22%.
Depois de alfinetar os republicanos por uma convenção marcada por motins anti-Trump, na semana passada, Hillary teve de lidar com insurgências em casa. O primeiro dia da Convenção Nacional Democrata teve coro por Sanders, que rivalizou com ela até o fim das prévias partidárias, e vaias para menções a Hillary.
Isso do lado de dentro. Fora do Wells Fargo Center, que abriga o evento, o humor é ainda mais ranzinza quando se trata da presidenciável. Na terça, dezenas se aglomeraram na entrada da convenção, num prenúncio de que os “sanderistas” roxos não cederão a Hillary nem se o próprio senador pedir que eles votem na ex-adversária (e ele pediu). O grupo gritava impropérios para delegados (“Pokemons de Wall Street!”), tratados como cúmplices de um “sistema sujo”.
Alguns são céticos, como o ativista Matt Hopard, para quem “Bernie nunca ia ganhar”, mas cumpriu seu papel em empurrar o partido à esquerda —a plataforma democrata adotou algumas de suas bandeiras progressistas, como aumento salarial.

 

Últimas Notícias

Nordeste perdeu 1 milhão de trabalhadores no campo de 2012 para 2017
IBGE prevê em 2019 safra de grãos 0,2% menor que a de 2018
Safra de grãos pode chegar a 238,3 milhões de toneladas, diz Conab
Banco do Brasil tem lucro de 14,3% no terceiro trimestre
Percentual de inadimplentes recua em outubro, diz CNC
Boletos vencidos de todos os tipos serão pagos em qualquer banco
Leonardo de Morais toma posse na presidência da Anatel
Natal deve movimentar R$ 53,5 bilhões na economia do país, prevê SPC

MAIS NOTICIAS

 

No Congresso, Temer defende reuniões frequentes entre Poderes
 
 
Bolsonaro reafirma, no Congresso, compromisso com a Constituição
 
 
Bolsonaro critica Enem e diz que prova deve cobrar conhecimentos úteis
 
 
Governo de transição dividiu trabalhos por temas em dez frentes
 
 
Para ministro, é “mais simples” unir MEC com Ciência e Tecnologia
 
 
Bolsonaro e Temer iniciam hoje formalmente governo de transição

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212