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18 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Lewandowski decide fazer intervalo para almoço, após manhã tranquila no Senado - Jornal Brasil em Folhas
Lewandowski decide fazer intervalo para almoço, após manhã tranquila no Senado


Dada a tranquilidade na qual transcorre o terceiro dia de julgamento da presidenta afastada Dilma Rousseff, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, recuou na decisão anunciada na noite de ontem (26) de não fazer intervalo para almoço neste sábado.

A sessão foi interrompida às 13h e será retomada às 14h, ainda com a oitiva do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, que responde desde às 10:30 da manhã a questionamentos de senadores contrários e favoráveis ao impeachment.

A expectativa de Lewandowski é encerrar as oitivas de defesa ainda hoje com o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo Lodi Ribeiro, que participará na condição de testemunha.

O ministro Nelson Barbosa comparou o julgamento de Dilma Rousseff à nova lei de trânsito que obriga motoristas a dirigir com o farol aceso durante o dia. É como se fossem punidos aqueles que dirigiam com o farol apagado antes da sanção dessa lei, exemplificou.

Favorável ao impeachment, o presidente do PSDB Aécio Neves (MG) criticou o ex-ministro. O que me chama mais atenção no depoimento de Vossa Excelência é que não há, em nenhum instante, um reconhecimento de culpa sobre o que vem ocorrendo no Brasil, provocou.

Ao criticar a política econômica, que teve Barbosa como último ministro da Fazenda, Aécio Neves disse que o governo Dilma não tomou medidas para frear a perda do grau de investimento do país. O tucano lembrou ainda os números de desemprego e o fechamento de estabelecimentos comerciais dos últimos 18 meses.

Creio que o senhor não acompanhou o debate da crise econômica de 2015. Houve correções no Pronatec, no Fies, no Minha Casa Minha Vida. O senhor pode chamar isso de mea culpa ou do que quiser, mas foram feitas várias correções para combater a crise, rebateu o ex-ministro.

Ao ser questionado por Aécio se se sentia responsável pela tragédia econômica que o governo petista teria provocado, Barbosa disse que tem orgulho de ter participado de um governo eleito quatro vezes e que os passivos do passado foram resolvidos em 2015.

Em defesa de Dilma e sob protestos, a senadora Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) questionou a lei que obriga o governo a cumprir a meta no trimestre ou no quadrimestre. A meta é anual. Sempre foi considerada anualmente, explicou o ex-ministro. Tanto é que você só verifica se cumpriu a meta quando é feito o balanço de caixa em janeiro de cada ano.

Para Barbosa, o não cumprimento da meta é passível apenas de multa. Em várias esferas municipais e estaduais a meta vem sendo descumprida sem protestos de deputados e senadores, disse destacando que mesmo que não fosse cumprida a meta, isso não seria considerado crime. Aí não querem que a gente diga que é golpe, que é farsa. Mas tem que ser dito, pois não vamos aceitar, afirmou.

Le Monde

Ao tomar a palavra, o senador Jorge Viana (PT-AC) citou o editorial deste sábado (27) do jornal francês Le Monde sobre o processo no Brasil e disse que até a imprensa estrangeira reconhece a farsa que é o impeachment de Dilma.

Segundo o senador, o editorial do Le Monde deste sábado diz que, se esse não é um golpe de Estado é, no mínimo, uma farsa. E as verdadeiras vítimas dessa tragicomédia política infelizmente são os brasileiros.”

Ao responder Jorge Viana, que questionou o ex-ministro sobre quem trabalhava na elaboração dos decretos de créditos suplementares, o ex-ministro esclareceu que decretos com esse objetivo passam por, pelo menos, vinte autoridades.

 

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