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14 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Sonda Rosetta conclui odisseia de 12 anos - Jornal Brasil em Folhas
Sonda Rosetta conclui odisseia de 12 anos


Em um final espetacular de sua histórica missão, a sonda Rosetta chocou-se voluntariamente nesta sexta-feira com o cometa Churi (67P), túmulo gelado onde descansará depois de mais de 12 anos de odisseia espacial.

Posso confirmar a descida completa e bem sucedida, declarou o chefe da missão, Patrick Martin, no centro de controle da Agência Espacial Europeia (ESA) em Darmstadt, Alemanha, anunciando, ao mesmo tempo, o fim da missão.

A sonda pioneira não foi concebida para pousar, mas os engenheiros da ESA fizeram de tudo para que o impacto controlado no cometa, depois de uma queda de 14 horas de uma altura de 19 km a 3,2 km/hora, fosse o mais suave possível.

A partir do momento do impacto, a Terra teve de esperar 40 minutos para ser informada por ondas de rádio pela sonda, que operou em piloto automático, antes de apagar para sempre todos seus circuitos.

É como uma eutanásia cósmica, afirmou, emocionado, Roger Bonnet, ex-diretor científico da ESA quando a sonda foi lançada.

Rosetta utilizou suas últimas forças para acumular a maior quantidade possível de imagens e dados científicos desta última missão.

A maior parte dos instrumentos da sonda ficou conectado durante as últimas horas.

Sua meta era fazer imagens de bem perto, registrar os gases e medir a temperatura de Churi e sua gravidade.

As imagens e os dados coletados sobre a poeira e os gases que saem do cometa 67P são importantes para continuar avançando na compreensão do processo de formação dos cometas e do nosso Sistema Solar.

A missão, que custou 1,4 bilhão de euros, permitiu recolher tantos dados que os cientistas ficarão ocupados durante décadas, segundo a ESA.

- Viagem à eternidade -

Primeira missão a orbitar e pousar em um cometa, a Rosetta foi aprovada em 1993 pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) para explorar as origens e a evolução do nosso Sistema Solar.

Os cometas, surgidos há 4,5 bilhões de anos, fazem parte dos objetos mais primitivos do sistema planetário.

No cometa 67P já se encontra Philae, o robô que pousou em novembro de 2014 e enviou observações valiosas para a Terra.

Philae está inerte desde julho de 2015, quando suas baterias se esgotaram e não puderam ser recarregadas porque seus painéis estão mal orientados e com pouca exposição solar.

O cometa 67P atualmente está em direção à órbita de Júpiter. Continuará se afastando do Sol na sua trajetória elíptica, até cerca de 850 milhões de quilômetros de distância do nosso Astro Rei.

E com ele seguirão os restos de Philae e da sonda Rosetta, que o escoltou desde agosto de 2014.

Rosetta não tem mais qualquer possibilidade de se comunicar com a Terra, já que não pode orientar sua antena principal, segundo Sylvain Lodiot, chefe de operações da ESA.

A sonda posou uma zona situada na cabeça do cometa, onde há depressões circulares largas e profundas, e de onde saem jatos de gases e pó quando o corpo celeste se aproxima do Sol.

Os cientistas esperam agora respostas sobre o papel que os cometas podem ter desempenhado no surgimento de vida na Terra.

 

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