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18 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Skornicki confirma pagamento a Mônica Moura em ação no TSE - Jornal Brasil em Folhas
Skornicki confirma pagamento a Mônica Moura em ação no TSE


Em depoimento ao corregedor-geral eleitoral, ministro Herman Benjamin, o engenheiro Zwi Skornicki confirmou ter feito pagamento de US$ 4,5 milhões a Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, a pedido de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Skornicki foi ouvido pelo corregedor em ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Skornicki atuava como representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, que tinha contratos com a Petrobras.

A ação foi movida pelo PSDB que pede a cassação da chapa vencedora da eleição presidencial de 2014, formada por Dilma Rousseff e Michel Temer. Na ação, o partido alega que há irregularidades fiscais na campanha de 2014, relacionadas a doações de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.

Skornicki prestou depoimento no dia 16 de setembro e o conteúdo foi tornado público ontem (6) pelo TSE. Segundo o empresário, o pagamento a Mônica Moura foi feito por meio de uma conta no exterior. O engenheiro contou que o repasse ocorreu depois de uma conversa com Vaccari.

“Foi objeto de conversa com o Vaccari, que me disse que a senhora Mônica Moura iria me procurar e que eu deveria pagar a ela US$ 5 milhões de dólares. Não me disse se era para essa campanha [de 2014] ou campanhas anteriores ou campanhas futuras, ou débito, nem nada, simplesmente disse: - Eu tenho uma conta corrente com o senhor – ele falava comigo – e dessa conta corrente, me faça o favor, pague 5 milhões de dólares a Mônica Moura”, afirmou o empresário no depoimento. Dos US$ 5 milhões solicitados, Skornicki disse que pagou US$ 4,5 milhões divididos em nove parcelas.

O engenheiro disse ainda que nem Vaccari e nem Mônica Moura falaram para que o dinheiro seria usado. O pagamento foi feito entre 2013 e 2014.

Durante o depoimento, Zwi Skornicki foi perguntado se em algum momento houve uma “previsão de ameaça” caso os pagamentos não fossem feitos. “Cara a cara, nunca houve nenhuma, mas o senhor sentia subliminarmente que, realmente, existia alguma coisa por trás, que se não participasse, alguém, outro faria o gol no meu lugar. Quer dizer, no lugar da Keppel.”

Em um outro trecho do depoimento, o engenheiro disse que os pagamentos eram uma espécie de “seguro de carro”. “E o que o senhor Vaccari propiciava, então, era uma espécie de proteção à sua empresa? Seria isso?”, perguntou o ministro Hermam Benjamin. “É. Ele se colocava como ‘o senhor me ajuda, e se precisar. lá na frente, posso lhe ajudar’ – mas nunca ajudou”, respondeu Zwi Skornicki, que completou: “É como se o senhor fizesse um seguro de carro: o senhor não quer nunca usar, mas paga. Basicamente era dessa forma”.

Em julho deste ano, em depoimento prestado ao juiz federal Sérgio Moro, Mônica Moura admitiu que ela e o marido receberam os US$ 4,5 milhões de caixa 2 no exterior, referentes a uma dívida da campanha presidencial do PT nas eleições de 2010. O empresário Zwi Skornicki, é réu nas investigações da Operação Lava Jato. Ele foi preso em fevereiro na 23ª fase da operação, chamada de Acarajé, e foi liberado em agosto após ter assinado acordo de delação premiada.

A Agência Brasil ainda não conseguiu contato com o PT e com a defesa de João Vaccari.

 

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