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19 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Queimadas em Teresina deixam pelo menos quatro famílias desabrigadas - Jornal Brasil em Folhas
Queimadas em Teresina deixam pelo menos quatro famílias desabrigadas


A região metropolitana de Teresina está coberta de fumaça desde a última quarta-feira (12), quando incêndios começaram a se alastrar pela cidade por causa da baixa umidade relativa do ar, que chegou a 13%. Pelo menos quatro famílias ficaram desabrigadas, segundo balanço parcial da Defesa Civil do estado.

Ontem (13), o órgão registrou 20 focos de incêndio, principalmente na zona leste da capital piauiense. Os municípios de União e José de Freitas, que ficam a cerca de 70 quilômetros (km) e 80 km da capital, respectivamente, também foram atingidos. O fogo foi controlado pelo Exército e Corpo de Bombeiros, que agora estão fazendo o levantamento de quantas casas foram atingidas e quais as necessidades das vítimas.

“A umidade está extremamente baixa, o sol forte, qualquer faísca pode gerar uma queimada. A princípio, a origem de todo esse fogo está na queimada de lixo”, disse o diretor da Defesa Civil do Piauí, Vitorino Tavares.

Segundo a prefeitura de Teresina, as famílias atingidas irão receber cestas básicas, colchões, kits de higiene pessoal e limpeza, em ações emergenciais. Depois, o foco será recuperar as moradias dessas pessoas.

Saúde

Os efeitos da fumaça também afetam a saúde da população e provoca sintomas como ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz, além do agravamento de doenças respiratórias, pela facilitação da entrada de vírus e bactérias. As principais vítimas são as crianças e os idosos.

Mesmo com o fogo controlado, a cidade continua encoberta por uma forte nuvem fumaça. “Até parece uma neblina, a visão do horizonte está totalmente limitada. Todo mundo está com olhos vermelhos, garganta inflamada. Minha filha, de 1 ano, não conseguiu dormir a noite toda de ontem para hoje porque não consegue respirar pelo nariz. Tentei levá-la ao pediatra, mas estão todos lotados com casos iguais”, relatou o jornalista Lívio Galeno.

Segundo Tavares, da Defesa Civil, a situação é mais grave do que em anos anteriores. “Passamos por anos muito secos, então não tinha mata para ser queimada. Esse ano choveu mais que o normal em janeiro, então a mata, agora seca por causa da baixa umidade, virou combustível para os incêndios que estão acontecendo”, explicou.

 

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