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17 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Países do Reino Unido debatem termos do Brexit em meio a divergências - Jornal Brasil em Folhas
Países do Reino Unido debatem termos do Brexit em meio a divergências


Os líderes de Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales se reuniram com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, nesta segunda-feira para debater que papel as três nações terão no processo de desfiliação da União Europeia, o chamado Brexit --um tema espinhoso que pode desencadear uma crise constitucional.

May propõe criar um novo comitê para dar aos três governos, que têm graus variados de autonomia em relação a Londres, um canal formal para expressar suas opiniões sobre como o relacionamento futuro do Reino Unido com a UE deve funcionar.

O país está enfrentando uma negociação de tremenda importância, e é imperativo que essas administrações façam seu papel de forma que isto funcione, disse May em um comunicado que seu escritório divulgou antes da reunião.

O que está em jogo é a união de três séculos entre a Inglaterra, onde a maioria votou a favor do Brexit, e a Escócia, onde a maioria preferia permanecer no bloco.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, disse nesta segunda-feira que quer uma participação relevante na estrutura de tomada de decisões e que cada uma das quatro assembleias do Reino Unido tenha direito a votar o pacote de negociação proposto.

Sturgeon afirmou que seu governo está se preparando para todas as possibilidades, inclusive a independência do Reino Unido, depois que este se separar da UE.

Na Irlanda do Norte, que também votou pela permanência na UE, existem temores de que o Brexit possa minar um acordo de paz de 1998 e reinstaurar uma fronteira problemática com a República da Irlanda.

Especialistas vêm alertando para o risco de uma crise constitucional se May não levar em conta a posição de cada uma das quatro nações do Reino Unido quando conduzir as negociações dos termos do Brexit.

Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte não podem ser tratados como qualquer outro lobby ou grupo de interesse. Igualmente, esses governos terão que aceitar que Westminster terá a palavra final, opinou o Instituto para a Governança, um centro de estudos independente, em um relatório.

O novo comitê proposto por May seria presidido pelo ministro do Brexit, David Davis, e incluiria representantes desses três governos. A premiê britânica propõe que ele se reúna no final de novembro e ao menos mais uma vez antes do Natal.

A porta-voz de May disse nesta segunda-feira que o Reino Unido precisa de uma posição única de âmbito nacional para as tratativas do Brexit e que sua chefe espera que os governos de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte não minem as conversas gerais sobre a desfiliação realizando suas próprias negociações.

 

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