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16 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Congresso da Venezuela pressiona por julgamento de Maduro em sessão tumultuada - Jornal Brasil em Folhas
Congresso da Venezuela pressiona por julgamento de Maduro em sessão tumultuada


A Assembleia Nacional da Venezuela, liderada pela oposição, fez pressão em uma sessão tumultuada no domingo para que Nicolás Maduro seja julgado por violar a democracia dias depois de as autoridades terem interrompido um referendo revogatório contra o impopular presidente esquerdista do país.

A medida não deve avançar, já que o governo e a Suprema Corte têm minado sistematicamente a legislatura afirmando que esta será ilegítima até remover três parlamentares acusados de compra de votos. Mas o gesto marcou uma nova escalada nas tensões políticas na nação em crise da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

É um julgamento político e legal contra o presidente Nicolás Maduro para ver que responsabilidade ele tem na ruptura constitucional que quebrou a democracia, os direitos humanos e o futuro do país, disse o líder da maioria opositora, Julio Borges, durante uma sessão especial do Congresso.

A sessão foi interrompida brevemente quando cerca de 100 manifestantes aparentemente pró-governo invadiram o local com cartazes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e gritando A Assembleia vai cair! antes de serem escoltados para fora por funcionários.

Parlamentares opositores disseram que pessoas ficaram feridas e tuitaram fotos de dois homens recebendo atendimento depois de terem sido supostamente golpeados na cabeça. Também houve relatos de que alguns jornalistas tiveram suas câmeras e coletes de proteção roubados.

O Partido Socialista está mostrando o que deixou. Não há ideias ou argumentos, só violência!, disse o líder opositor e duas vezes candidato presidencial Henrique Capriles.

A coalizão de oposição, que almeja pôr fim a 17 anos de socialismo no país sul-americano, disse que a suspensão da segunda etapa de uma coleta de assinaturas para um plebiscito contra Maduro, ocorrida na quinta-feira, mostra que a Venezuela abandonou a democracia.

Autoridades do partido governista acusam a oposição de fraudar a primeira coleta de assinaturas e dizem que a coalizão está tentando dar um golpe de Estado para obter o controle das reservas de petróleo da Venezuela.

Apesar da riqueza do petróleo, a Venezuela mergulhou em uma crise econômica inédita, e muitos venezuelanos temem que o referendo aumente as chances de tumultos sociais no país já volátil e violento.

A coalizão opositora conclamou uma grande manifestação pacífica para quarta-feira, apelidada de A Tomada da Venezuela.

Na sessão tensa de domingo, parlamentares também trocaram farpas. Políticos do PSUV mostraram fotos do falecido líder Hugo Chávez, enquanto congressistas opositores gritaram O povo está faminto e quer um referendo revogatório!.

O Congresso concluiu a sessão declarando que o governo Maduro deu um golpe de Estado impedindo o referendo, e parlamentares desencavaram uma acusação antiga de que Maduro na verdade é colombiano, e por isso inelegível para ser presidente, embora ainda não tenham apresentado nenhuma prova.

 

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