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20 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Especialista critica recusa da ONU em reconhecer responsabilidade por cólera no Haiti - Jornal Brasil em Folhas
Especialista critica recusa da ONU em reconhecer responsabilidade por cólera no Haiti


A recusa da ONU em a reconhecer sua responsabilidade legal pela epidemia de cólera que assola o Haiti desde 2010 é injustificável e enfraquece a credibilidade da organização, disse nesta terça-feira um especialista independente em direitos humanos.

Esta atitude estabelece um sistema de dois pesos e duas medidas que contradiz os esforços da ONU para punir os governos responsáveis por abusos, disse Philip Alston, relator especial da ONU para a pobreza extrema e os direitos humanos.

A meados de agosto, a ONU reconheceu, pela primeira vez, sua implicação no surto inicial da epidemia.

De acordo com vários especialistas independentes, a doença foi introduzida no Haiti por tropas de paz nepalesas da Missão das Nações Unidas no local (Minustah).

A organização internacional afirma que não tem nenhuma responsabilidade legal - admite ter, no máximo, uma responsabilidade moral.

A atitude da ONU durante seis anos foi um desastre, disse Alston, acrescentando que a organização é moralmente condenável e indefensável do ponto de vista legal.

Alston, um especialista independente à serviço da ONU, fez as declarações na Assembleia Geral das Nações Unidas, ao apresentar um relatório sobre o caso.

O relator especial afirmou, ainda, que a organização deveria estabelecer um procedimento para atender as necessidades das famílias de milhares de falecidos por cólera.

Para o especialista, a estratégia da ONU de tentar evitar a todo custo reconhecer a sua responsabilidade e colocar um manto de silêncio sobre o assunto foi ditada pelo seu departamento jurídico e inspirada pelos Estados Unidos.

A ONU prevê enviar ajuda material direta para as famílias das vítimas de cólera e para as comunidades mais afetadas, assim como acelerar a luta contra a epidemia, agravada após a passagem do furacão Matthew, semanas atrás.

A cólera deixou cerca de 9.300 mortos e 800.000 afetados no Haiti desde o surto da epidemia, em outubro de 2010. A cada semana, são registrados 500 novos casos.

 

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