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18 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 HDT constata aumento de casos de sífilis - Jornal Brasil em Folhas
HDT constata aumento de casos de sífilis


Por ser silenciosa, a sífilis, doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, tem gerado preocupação na população brasileira. Recentemente, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, declarou que a doença está sendo tratada como epidemia no Brasil, já que o número de infectados tem crescido significativamente.

De acordo com dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2016, em 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%, a sífilis em gestantes 20,9% e congênita (da mãe para o filho), de 19%. No Hospital de Doenças Tropicais Anuar Auad (HDT/HAA), em Goiânia, unidade referência em Goiás e região no atendimento a doenças infecciosas e dermatológicas, a situação também é alarmante. De 2010 a 2016, houve um aumento de 780% dos casos de sífilis. Em 2010, o Ministério da Saúde deu início à notificação compulsória da sífilis adquirida, portanto pôde-se ter a ideia da real situação da doença.

No Sistema de Informação de Agravo de Notificação do hospital são registrados os casos da doença em adulto nas formas primárias, secundárias e terciárias. Em 2010 foram notificados 25 casos; em 2011 foram 72; em 2012, 33 casos; em 2013 foram 57 casos; em 2014, 157; e em 2015 foram registrados 167 casos. Já em 2016, só até a primeira quinzena de outubro, já foram notificados 220 casos. De 2014 a 2016, houve um aumento de 63 casos registrados no HDT/HAA, número considerado alarmante para Goiás.

Segundo a infectologista do HDT/HAA, Luciana Oliveira, o aumento no número de casos da doença se deve a vários fatores, principalmente, pela falta de esclarecimento e pelo não uso de preservativos. “As pessoas não estão se protegendo e estão se expondo mais, pois a maioria não usa camisinha”, comenta. A médica ainda ressalta que para reverter o aumento do número de casos da doença é necessário que continuamente sejam realizadas medidas educativas, reforço do uso do preservativo e que haja conscientização por parte das pessoas expostas de que precisam realizar exame de sangue (sorologia) para fazer o diagnóstico e controlar a doença.

O infectologista Boaventura Braz de Queiroz ressalta um conjunto de elementos que provocaram esta situação alarmante. Além de hábitos sexuais sem prática de sexo seguro (preservativos), o infectologista salienta a redução de campanhas educativas e projetos junto a populações vulneráveis e desabastecimento de medicamentos necessários ao tratamento da doença, tanto na rede privada quanto na rede pública.

“Vejo a necessidade de maior enfrentamento desta triste realidade, com ações que visem um aumento do uso de preservativos e melhor divulgação dos riscos e consequências por não praticar sexo seguro”, destaca Boaventura. Em nível nacional, o governo federal lançou este mês uma campanha de combate à sífilis e assinou uma carta de compromisso para intensificar o enfrentamento da enfermidade.

Patologia
A doença é causada pela bactéria Treponema Pallidum e detectada pelo exame de sangue VDRL (em inglês, Venereal Disease Research Laboratory). A principal via de transmissão é por meio do contato sexual, mas também pode ser transmitida por transfusão de sangue contaminado e da mãe para o feto durante a gravidez ou no momento do nascimento, resultando em sífilis congênita.

A sífilis pode se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. Nessa época podem surgir pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, porém, como não doem, não coçam, não ardem, não apresentam pus, e desaparecem mesmo sem tratamento, dá a ideia de melhora, apesar de a pessoa continuar infectada. Por isso é considerada uma doença silenciosa, e pode não se manifestar por meses ou demorar uns 30 anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar a morte.

De acordo com os infectologistas, a única forma de prevenção é o uso de preservativos. “A população tem que se conscientizar que informação e camisinha são instrumentos eficientes na prevenção da sífilis, Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis”, afirmam.

A doença tem cura e a recomendação é procurar por um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo do estágio da patologia. É importante ressaltar que, o teste rápido, realizado por meio de punção digital – amostra de sangue obtida do dedo, com resultado em 30 minutos – é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os infectologistas ainda ressaltam que quem planeja engravidar, deve fazer o exame antes para garantir que não transmita a doença ao bebê. No caso de gestação inesperada, é preciso realizar o teste ainda no primeiro trimestre para tratar o quanto antes e minimizar os riscos à criança.

Sífilis no Brasil
Em 2015, 65.878 novos casos de sífilis adquirida foram registrados no Brasil, com taxa de detecção de 42,7 casos por 100 mil habitantes. Em gestantes, no ano de 2015, foram notificados 33.365 casos de sífilis (taxa de detecção de 11,2). A sífilis congênita (em bebês) foi de 19.228 casos no mesmo período (taxa de 6,5). Os dados são do Boletim Epidemiológico de Sífilis 2016, lançado em 20 de outubro, em conjunto pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de DST, Aids e Hepatites Virais e o Ministério da Saúde.

 

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