Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


10 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Desastres naturais levam anualmente 26 milhões de pessoas à pobreza - Jornal Brasil em Folhas
Desastres naturais levam anualmente 26 milhões de pessoas à pobreza


Os desastres naturais atiram para a pobreza 26 milhões de pessoas todos os anos e provocam perdas anuais de 520 mil milhões de dólares no consumo, revela relatório publicado hoje (14) pelo Banco Mundial.

Intitulado Inquebrável: Construir a Resiliência dos Pobres Perante Desastres Naturais, o relatório do Banco Mundial e da Instituição Global para a Redução de Desastres e Recuperação (GFDRR) avisa que o impacto humano e econômico dos fenômenos climáticos extremos é muito mais devastador do que se pensava.

Os choques climáticos severos ameaçam fazer reverter décadas de progressos contra a pobreza, disse o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, citado em um comunicado da instituição.

As tempestades, as inundações e as secas têm graves consequências humanas e econômicas, com os pobres pagando, muitas vezes, o preço mais elevado. Construir resiliência aos desastres não só faz sentido em termos econômicos, como é um imperativo moral, acrescentou.

O relatório analisa os efeitos dos fenômenos climáticos extremos em duas medidas: as perdas patrimoniais e as perdas no bem-estar, o que permite avaliar melhor os danos para os pobres, já que perdas de um dólar não significam o mesmo para uma pessoa rica do que para uma pessoa pobre.

Em todos os 117 países estudados, escrevem os autores, o efeito dos extremos climáticos no bem-estar, medido em perdas no consumo, é maior do que nas perdas patrimoniais.

Uma vez que os efeitos dos desastres naturais afetam desproporcionadamente os pobres, que têm uma capacidade limitada para lidar com eles, o relatório estima que o impacto no bem-estar nesses países seja equivalente a perdas no consumo de 520 mil milhões de dólares por ano.

A estimativa ultrapassa todas as previsões anteriores em até 60%.

Os investigadores exemplificam que, se fosse possível evitar todos os desastres naturais em oito países estudados, o número de pessoas na pobreza extrema - que vivem com menos de um dólar por dia - cairia em 26 milhões.

Divulgado durante a conferência do clima da ONU (COP22), a decorrer em Marraquexe até dia 18, o relatório sublinha a urgência da adoção de políticas inteligentes em termos climáticos, para melhor proteger os mais vulneráveis.

Os pobres estão tipicamente mais expostos aos desastres naturais, perdendo mais na proporção da sua riqueza, e muitas vezes não têm apoios, seja da família, dos sistemas financeiros ou dos governos.

O relatório do BM usa um novo método para medir os danos dos desastres, contabilizando o peso desigual dos desastres naturais nos pobres.

Os autores exemplificam que o ciclone Nargis, que afetou a Birmânia (Myanmar), em 2008, forçou até metade dos agricultores do país a vender propriedades, incluindo terra, para aliviar o peso da dívida que contraíram devido ao desastre. As repercussões econômicas e sociais do Nargis serão sentidas por gerações, alertam.

O relatório avalia, pela primeira vez, os benefícios de intervenções que permitam aumentar a resiliência nos países estudados, incluindo sistemas de alerta, acesso melhorado à banca pessoal, políticas de seguros, e sistemas de proteção social que permitam ajudar as pessoas a responder e a recuperar melhor dos choques.

Combinadas, estas medidas ajudariam os países e as comunidades a pouparem 100 mil milhões de dólares por ano e a reduzirem o impacto dos desastres no bem-estar em 20%.

Os países enfrentam um número crescente de choques inesperados como resultado das alterações climáticas, disse Stephane Hallegatte, economista da GFDRR, acrescentando que os pobres precisam de proteção social e financeira contra os desastres que não podem ser evitados.

Com as políticas que sabemos serem eficazes, temos a oportunidade de evitar que milhões de pessoas caiam na pobreza, concluiu.

 

Últimas Notícias

Petrobras demite funcionários com prisão decretada na Lava Jato
Porto de Santos movimenta 110 milhões de toneladas de carga em 2018
Alimentos da cesta básica estão mais caros em 16 capitais brasileiras
Vendas internas de veículos novos têm melhor resultado desde 2015
BNDES lança programa para atender startups
Mercosul e UE retomam negociação com expectativa de acordo até março
Poupança tem menor captação para meses de novembro em três anos
Toma posse diretoria da nova Agência Reguladora de Mineração

MAIS NOTICIAS

 

Moro reafirma “confiança pessoal” em Onyx
 
 
Após discussão, votação do Escola sem Partido em comissão é suspensa
 
 
Senado aprova projeto que congela distribuição de recursos do FPM
 
 
Crediário e cartão são os maiores responsáveis pela inadimplência
 
 
Balança comercial tem segundo melhor superávit para meses de novembro
 
 
Enel anuncia R$ 3,1 bi em distribuição de energia em São Paulo

 


 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212