Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


14 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Franceses criam ostra espiã para combater roubo em criadouros - Jornal Brasil em Folhas
Franceses criam ostra espiã para combater roubo em criadouros


Com sua casca azul e cinza em relevo, ela parece uma ostra de verdade. No entanto, é feita de plástico e dotada de uma placa eletrônica e de um emissor que alerta em caso de movimento.

Trata-se do Flex Spy, um falso molusco espião criado na França, que entra em criadouros de ostras para combater o roubo.

Saída da linha de produção da ASM Seriplast, em Boufféré (oeste da França), a versão mais recente desta ostra mistério ainda é um pouco cinza demais na opinião de Jean-Michel Dilé, um dos gestores desta empresa especializada na fabricação de peças tecnológicas de plástico.

A pequena empresa Flex-Sense começou a comercializar em setembro estes falsos moluscos de plástico, cuja eficácia foi testada no Vietnã.

Os primeiros protótipos já estão sendo utilizados em alguns viveiros de ostras e mexilhões da França, e sua implantação em maior escala, particularmente na bacia de Marennes-Oléron, localizada na maior costa da Europa, está prevista para fevereiro.

Camuflada entre outras ostras, esta delatora surpreende o ladrão com a mão na massa - ou, neste caso, na água.

Completamente impermeável, a placa eletrônica no interior do molde de plástico é composta de uma antena, um acelerômetro, um alarme sonoro e um modulador de frequência, explica Sylvain Dardenne, cofundador e diretor comercial da Flex-Sense.

Ativado como uma granada e lançado no meio do criadouro de ostras, este objeto conectado fica dormindo entre os moluscos verdadeiros e se desperta apenas se detectar um movimento suspeito. Neste caso, envia um alerta diretamente ao smartphone ou ao computador do ostricultor.

Econômica em energia e resistente à pressão, a ostra espiã pode ficar submersa por até 60 meses sem necessidade de recarga, ou seja, vinte vezes mais que qualquer localizador GPS, destaca Dardenne.

Cavalo de Troia

A ostra espiã nasceu a partir de uma necessidade dos profissionais do setor, que precisavam de um dispositivo de luta contra o roubo de moluscos, que se torna mais frequente com a proximidade das festas de final de ano.

Apesar dos roubos de ostras não representarem grande coisa em termos de volume - dezenas de toneladas são roubadas por ano na França, sobre as quase 100.000 toneladas produzidas -, isso representa muito para o profissional afetado, que já enfrenta dificuldades para se recuperar dos episódios de alta mortalidade desde 2008, explica Gérald Viaud, ostricultor no departamento francês de Charente-Maritime (Atlântico) e presidente do Comitê Nacional de Conquilicultura.

O roubo é um verdadeiro problema para a profissão, que está sempre em busca de soluções. Desde câmaras de vigilância até patrulhas da Gendarmeria por terra, mar e ar, todo tipo de recursos são imaginados, indica Viaud.

Como não se pode monitorar todo o litoral (marítimo), é necessário inovar. A ostra conectada talvez não seja a solução ideal, mas sim um recurso a se explorar, acrescenta o ostricultor.

Discreta em relação à localização de suas antenas, a Flex-Sense afirma contar com meia centena de clientes atualmente na França, segundo Dardenne.

Mas a ostra espiã - cuja unidade é alugada por 10 euros por mês - é apenas um cavalo de Troia para a empresa, que deseja adaptar esta ferramenta antirroubo a outros setores da indústria, particularmente nos de construção e obras públicas.

 

Últimas Notícias

Nordeste perdeu 1 milhão de trabalhadores no campo de 2012 para 2017
IBGE prevê em 2019 safra de grãos 0,2% menor que a de 2018
Safra de grãos pode chegar a 238,3 milhões de toneladas, diz Conab
Banco do Brasil tem lucro de 14,3% no terceiro trimestre
Percentual de inadimplentes recua em outubro, diz CNC
Boletos vencidos de todos os tipos serão pagos em qualquer banco
Leonardo de Morais toma posse na presidência da Anatel
Natal deve movimentar R$ 53,5 bilhões na economia do país, prevê SPC

MAIS NOTICIAS

 

No Congresso, Temer defende reuniões frequentes entre Poderes
 
 
Bolsonaro reafirma, no Congresso, compromisso com a Constituição
 
 
Bolsonaro critica Enem e diz que prova deve cobrar conhecimentos úteis
 
 
Governo de transição dividiu trabalhos por temas em dez frentes
 
 
Para ministro, é “mais simples” unir MEC com Ciência e Tecnologia
 
 
Bolsonaro e Temer iniciam hoje formalmente governo de transição

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212