Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


14 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Documentos inéditos revelam faceta de hipnotizador de Sigmund Freud - Jornal Brasil em Folhas
Documentos inéditos revelam faceta de hipnotizador de Sigmund Freud


Tenho diante de mim uma senhora sob os efeitos da hipnose, por isso posso continuar escrevendo tranquilamente, afirmava há cem anos Sigmund Freud, neurologista austríaco fundador da psicanálise, em escritos inéditos que revelam sua faceta de hipnotizador.

Durante dez anos, Freud (Freiberg, 1856 - Londres, 1939) se interessou pela hipnose e a utilizou em suas consultas, prática que documentou em relatórios, artigos e cartas reunidos e publicados pela primeira vez de forma organizada pelo escritor Mikkel Borch-Jacobsen em um livro.

Segundo Jacobsen, estes textos são essenciais para compreender a gêneses da psicanálise, e demoraram mais de um século para serem divulgados porque os proprietários dos direitos da obra do austríaco os consideravam sem importância.

Uma vez que a obra de Freud passou a ser de domínio público, Borch-Jacobsen achou que tinha chegado o momento de preencher esta surpreendente lacuna pesquisando os registros do psicanalista, que contam inclusive com várias fotografias da época.

Após suas experiências, Freud escreveu em um de seus artigos que a hipnose era recomendável a qualquer doente sempre que praticada por um médico com experiência e digno de confiança.

Segundo Freud, tudo o que se escrevia na época sobre os supostos perigos desta técnica eram apenas histórias.

O fundador da psicanálise considerava que 80% das pessoas eram hipnotizáveis, mas reconhecia que as hipnoses profundas eram bem mais raras que o desejável para o bem da cura.

Freud explicava que o grau de hipnose depende mais do paciente que do médico, ou seja, emana diretamente da boa vontade do hipnotizado.

Outro dos artigos publicados no livro, uma contribuição de Freud a um manual para clínicos gerais, aborda a hipnose sob um ponto de vista essencialmente prático, com técnicas de indução que mostram, passo a passo, como deveria ser praticada.

O neurologista começava suas instruções assegurando que a técnica do hipnotismo é um ato médico tão difícil de realizar como qualquer outro e aconselhava a quem se sentisse ridículo em sua dignidade de médico a não adotá-la.

Segundo Freud, a hipnose servia para curar, mas sua verdadeira propriedade curativa reside sempre na sugestão, que consiste em negar energicamente os males dos quais o paciente se queixa.

Em sua busca por novos meios para curar seus pacientes, qualificados na época como nervosos ou histéricos, Freud considerava a hipnose muito útil para acessar os processos do inconsciente.

Freud explica o caso de uma paciente histérica ocasional que, após cada parto de seus três filhos, não podia comer nem amamentá-los. Depois de consultar vários médicos, o assunto foi solucionado com várias sessões de hipnose praticadas por ele, apesar de a mulher e seu marido terem aversão a esses métodos.

Sentia vergonha - disse a mulher a Freud - de ver que uma coisa como a hipnose obtinha resultados onde minha força de vontade se mostrava impotente.

Entretanto, com o passar dos anos, Freud abandonou progressivamente o método da hipnose e passou ao da catarse e ao da associação livre, fundamento da psicanálise.

Após uma vida materializada em 23 volumes (suas Obras completas), Sigmund Freud morreu na Inglaterra em 23 de setembro de 1939, um ano após deixar Viena, onde os nazistas queimaram seus livros.

 

Últimas Notícias

Nordeste perdeu 1 milhão de trabalhadores no campo de 2012 para 2017
IBGE prevê em 2019 safra de grãos 0,2% menor que a de 2018
Safra de grãos pode chegar a 238,3 milhões de toneladas, diz Conab
Banco do Brasil tem lucro de 14,3% no terceiro trimestre
Percentual de inadimplentes recua em outubro, diz CNC
Boletos vencidos de todos os tipos serão pagos em qualquer banco
Leonardo de Morais toma posse na presidência da Anatel
Natal deve movimentar R$ 53,5 bilhões na economia do país, prevê SPC

MAIS NOTICIAS

 

No Congresso, Temer defende reuniões frequentes entre Poderes
 
 
Bolsonaro reafirma, no Congresso, compromisso com a Constituição
 
 
Bolsonaro critica Enem e diz que prova deve cobrar conhecimentos úteis
 
 
Governo de transição dividiu trabalhos por temas em dez frentes
 
 
Para ministro, é “mais simples” unir MEC com Ciência e Tecnologia
 
 
Bolsonaro e Temer iniciam hoje formalmente governo de transição

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212