Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


18 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Exonerado, coordenador de políticas LGBT do Rio teme extinção de programas - Jornal Brasil em Folhas
Exonerado, coordenador de políticas LGBT do Rio teme extinção de programas


O ex-superintendente de Direitos Individuais, Difusos e Coletivos, Cláudio Nascimento, que teve a exoneração publicada ontem (9) no Diário Oficial do estado, disse hoje (10), em entrevista exclusiva à Agência Brasil, que se preocupa com os rumos do órgão. Ele ficou dez anos à frente da superintendência e diz que ajudou a construir a política LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no estado.

Nascimento disse que, desde o ano passado, o Programa Estadual Rio Sem Homofobia, uma das principais ações da superintendência, vinha funcionando graças a uma verba de R$ 2 milhões repassada pela Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), e que ainda há cerca de R$ 500 mil para dar continuidade aos trabalhos este ano.

“É uma política pública referência, reconhecida como a melhor da América Latina, que poderia ser aplicada em qualquer país europeu. Começamos o programa do zero, não tinha nada desenhado dentro do estado e conseguimos construir o maior programa de política pública da América Latina para a comunidade LGBT. Agora, a minha grande preocupação é que o estado possa dar continuidade a essa política”.

Nascimento disse que foi avisado da demissão por um ex-secretário, que ligou para ele ontem bem cedo. Ele diz que não houve nenhuma conversa sobre os motivos da saída do cargo, nem antes nem depois da publicação, e que não houve nenhum desentendimento nem problema político com o secretário de Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Pedro Fernandes.

Ações

De acordo com Nascimento, o Programa Rio Sem Homofobia é um legado para a sociedade e conta, atualmente, com uma relação “extremamente forte” com a Secretaria de Segurança Pública, com a Defensoria Pública e com diversos municípios. “Desde 2010, quando foi lançado de fato, ultrapassou a casa de 85 mil atendimentos realizados, entre ações de formação e capacitação e atendimento de pessoas vítimas de preconceito e discriminação, atendidas pelos centros de cidadanias LGBT”.

O programa implantou, ainda, o primeiro serviço telefônico especializado da América Latina, o Disque Cidadania LGBT, “de ligação gratuita de abrangência estadual, para suporte emocional, informações de direitos e registro de denúncias de casos de violência”, e quatro Centros de Cidadania regionais, para atendimento presencial encaminhados pelo disque cidadania. “A gente entende que isso mudou o processo de participação e busca de direitos da comunidade LGBT, antes não tinha um lugar para chamar de seu e com a criação desse serviço a comunidade LGBT passou a procurar e se empoderar na busca por seus direitos e cidadania”, diz.

Nascimento também destacou a integração com outras áreas do governo, com um programa de formação continuada que capacitou, até o ano passado, 12 mil policiais civis e militares e 8 mil servidores públicos municipais na temática LBGT para lidar com este público, legislação e prática de atendimento. Também foi aprovada, em 2015, a Lei 7.041, que estabelece infrações administrativas a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo ou orientação sexual praticadas por agentes públicos.

Cláudio Nascimento agradeceu o apoio da comunidade LGBT e informou que, mesmo exonerado, está elaborando os relatórios de gestão e prestação de contas e se coloca “totalmente à disposição” para fazer a transição e repassar para o próximo gestor a situação das políticas do Programa Rio Sem Homofobia. Também disse que participará da próxima reunião do Conselho, marcada para terça-feira (14), onde deve entregar o cargo de coordenador executivo do colegiado e apresentar informes e dados da gestão “para que o movimento e o conselho possam acompanhar a implementação da política pública”.

Atualmente, ele diz que prepara, junto com a equipe de coordenadores, uma apresentação de balanço que será feita na quarta-feira (15) “de como está a gestão e quais são as necessidades agora”.

Secretaria

Em nota, a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, informou que o Programa Rio sem Homofobia é “uma das prioridades” da pasta “pelo seu histórico de luta pelos direitos da população LGBT e a sua visibilidade social”. “Sua equipe dará continuidade ao trabalho fundamental no combate à violência e ao preconceito. A reestruturação faz parte do novo modelo de gestão mais racional de recursos do estado. Para isso, foram realizadas fusões dentro das superintendências e subsecretarias. O objetivo é criar uma estrutura mais enxuta para fazer frente a nova realidade econômica do estado”.

 

Últimas Notícias

Governadores pedem ao STF julgamento de processos sobre repasses
Ministro quer atrair investimentos privados para Jardim Botânico do RJ
Fies vai oferecer 100 mil vagas a juro zero para alunos de baixa renda
TJ libera R$ 13 milhões para Vale ressarcir gastos do governo mineiro
Vale pede mais tempo para analisar Termo de Ajuste Preliminar
Deputados do Rio presos podem ter posses suspensas
Vale suspende operação em barragem em Brucutu e de mina em Brumadinho
TRE-RJ mantém ex-deputado Paulo Melo inelegível até 2024

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212