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 Inflação de janeiro fica em 1,75% em Goiânia - Jornal Brasil em Folhas
Inflação de janeiro fica em 1,75% em Goiânia


Os grupos de alimentação, educação, despesas pessoais, transportes, saúde e cuidados pessoais, habitação e artigos residenciais começaram o ano com os preços em alta, pressionando o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Goiânia. A variação do índice foi de 1,75%, ficando 0,55 p.p superior a taxa da inflação registrada em dezembro (1,20%), que já tinha sido considerada elevada pelos consumidores e analistas de mercado.

O índice da inflação de Goiânia foi apurado pela Gerência de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB) da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). No acumulado dos últimos 12 meses a taxa é de 14,15%. E o consumidor pode preparar o bolso e cortar despesas para se adequar ao orçamento familiar, porque, a tendência para todo o ano é de inflação elevada, segundo estimativas do gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB/Segplan, economista Marcelo Eurico de Sousa.

Em janeiro, a aceleração do IPC ocorreu devido a forte pressão dos reajustes de preços no grupo da alimentação. Diversos produtos ficaram mais caros no mês passado, com destaque para hortaliças e legumes (17,99%), raízes e tubérculos (20,46%) e frutas (10,61%). Além destes subgrupos, outro item que também ficou mais caro foi o feijão carioca, que subiu mais 6,67%.

O tomate voltou a subir, aumentando 37,76% em janeiro, devido a queda da oferta por causa das chuvas que prejudicaram as lavouras. A cenoura teve variação de 37,50%, cebola de 21,56%, abobrinha, 13,88%, feijão carioca, 6,67% e outros. A carne bovina também subiu, com destaque para o contra filé (5,23%) e o patinho (3,43%), enquanto a cerveja aumentou 2,01% em janeiro, na comparação com dezembro. A alta destes produtos refletiu também no preço do almoço a peso (0,48%), do salgadinho (1,94%) e até no picolé (4,31%).

Educação

A volta às aulas puxou para cima os custos com a educação (9,16%). As mensalidades escolares do ensino fundamental subiram 18,62% e do ensino médio, 15,53%. A alta no grupo despesas pessoais (6,30%) foi influenciada pelos aumentos dos serviços do empregado doméstico (11,68%); cigarro (6,25%); corte de cabelo masculino (8,20%) e brinquedos (3,88%). Em janeiro, também foram registrados reajustes nos custos dos transportes (1,42%), puxado pelos aumentos nos preços de etanol (3,45%), gasolina comum (2,49%); passagem de ônibus interestadual (18,64%) e intermunicipal (9,22%) e conserto de veículo automotor (7,73%).

No grupo saúde e cuidados pessoais (0,97%), os itens que mais influenciaram a alta foram consultas médicas (3,12%); medicamentos: analgésico e antitérmico (2,15%) e anticoncepcional (1,49%); condicionador para cabelo (2,96%), desodorante (1,75%), lâmina de barbear (3,33%), sabonete (1,48%) e shampoo (1,72%).

Os grupos habitação (0,44%) e artigos residenciais (1,16%) também registraram alta em janeiro. Na habitação pesaram as altas da energia elétrica (1,50%), cera líquida (9,68%), limpador multiuso (3,76%), sabão em barra (1,53%) e sabão em pó (1,31%). Já nos artigos residenciais observou-se aumentos nos preços de aparelho de televisão (4,29%); geladeira (2,27%), fogão 4 bocas (4,36%); conjunto de estofado (4,85%),colchão de solteiro (4,77%).

Em janeiro, dos nove grupos que compõem o IPC-Goiânia, sete apresentaram variação positiva e apenas dois tiveram variação negativa: vestuário (-2,13%) e comunicação (-0,06%). Dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente pelos técnicos do IMB/Segplan, 117 apresentaram elevação, 23 ficaram estáveis e 65 tiveram variação negativa.

Cesta básica

O ano de 2016 começou com o custo da cesta básica em alta (5,40%), o maior desde novembro do ano passado (7,49%). Para comprar os 12 itens que compõem a cesta, o trabalhador goianiense teve de desembolsar R$ 336,53, o correspondente a 38,24% do salário mínimo vigente no País – R$ 880,00.

Dos 12 itens, três apresentaram reduções de preços: carnes -0,07%, leite – 1,43% e farinha/massas -0,34%. Dois ficaram estáveis: arroz e pão e os demais registraram altas: feijão (4,36%), legumes/tubérculos (16,58%), café (2,83%), açúcar (0,84%), margarina (10,91%), óleo de soja (2,19%) e frutas (10,76%).

 

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