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23 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 EUA dizem que China e Alemanha devem fazer mais para reduzir superávit comercial - Jornal Brasil em Folhas
EUA dizem que China e Alemanha devem fazer mais para reduzir superávit comercial


China e Alemanha não manipulam suas moedas para terem vantagens comerciais indevidas, mas devem se esforçar para reduzir seus respectivos superávits com os Estados Unidos, disse nesta sexta-feira o Departamento do Tesouro americano.

A decisão do Tesouro era esperada porque o próprio presidente Donald Trump deu na quinta-feira um giro de 180 graus em sua posição sobre as práticas comerciais da China, ao afirmar que Pequim não manipula o iuane.

O primeiro relatório da administração Trump sobre as políticas cambiais dos parceiros comerciais dos Estados Unidos mantém, como no governo de Barack Obama, a China e a Alemanha em uma lista de vigilância, embora utilize uma linguagem mais enérgica para referir-se a esses países.

Durante a campanha eleitoral, Trump disse que no primeiro dia de seu governo denunciaria a China por vantagens comerciais indevidas que, segundo ele, acabavam tirando empregos dos americanos e aumentando o déficit comercial bilateral.

Nenhum grande parceiro comercial dos Estados Unidos cumpre os critérios (...) que definem a manipulação da taxa de câmbio, conclui o relatório do Tesouro.

O Tesouro advertiu mas que vigiará rigorosamente a política cambial chinesa e pediu a Pequim que abra seu mercado às mercadorias e aos serviços americanos.

Segundo o Tesouro, a China restringe o acesso dos Estados Unidos a seu mercado e isso explica em parte o grande déficit comercial americano com o gigante asiático: 347 bilhões de dólares no comércio de bens.

O relatório também pressiona a Alemanha, que tem com os Estados Unidos um superávit que no ano passado foi de 65 bilhões de dólares.

A Alemanha, como quarta potência econômica mundial, (...) deve contribuir para um crescimento da demanda e dos fluxos comerciais mais equilibrados, disse o Tesouro.

O governo de Trump disse que o euro está debilitado e que Berlim se aproveita desse para multiplicar suas exportações.

 

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