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 Goiás recria um pedacinho do Nordeste próximo à Capital - Jornal Brasil em Folhas
Goiás recria um pedacinho do Nordeste próximo à Capital


Até domingo, dia 30, a cidade de Terezópolis, a 30 quilômetros da capital Goiânia, recria a riqueza da cultura nordestina ao promover seu primeiro festival Gastronômico, denominado Terê Oxente. Apesar de ser sua primeira edição, o evento já integra o Circuito Gastronômico Goiás, levantando uma bandeira temática que vai além da sua riqueza gastronômica, mas que envolve a origem da grande maioria dos 8 mil habitantes que escolheram o município para se estabelecer: a descendência nordestina.

A praça central, ao lado da charmosa Igreja da Matriz, abriu espaço para receber um verdadeiro arraial repleto de stands com pratos típicos da comida nordestina, palco para apresentações de dança e música do sertão, artesanato e até um redário que faz a alegria das crianças. Conforme declarou o prefeito Francisco Júnior, a realização do festival promove um resgate da cultura de pessoas tão importantes que escolheram Terezópolis para escreverem sua história. “Espero que hoje vocês se sintam em casa, literalmente. Que vivam esse resgate cultural tão importante sobre as nossas raízes”, declarou.

Para organizar um evento dessa magnitude inúmeras pessoas foram envolvidas, como o chef Marco Túlio Abras, nascido em Minas Gerais, mas estabelecido no Ceará. Hoje, o profissional comanda a maior consultoria gastronômica do Nordeste, e tem estendido seu trabalho para o aprimoramento da culinária típica da região. Junto à chef Mariana Rodrigues, foram responsáveis por estudar o cardápio do festival e sugerir adaptações às receitas escolhidas. Trabalho esse que não lhes rendeu dificuldade, visto que os profissionais de cozinha de Terezópolis adotam em seu cardápio diário pratos da culinária nordestina. Foram meses de trabalho que envolveram desde o planejamento à execução das receitas junto aos restaurantes participantes.

“O que mais me atraiu na culinária do Nordeste é a falta de produtos disponíveis. Diante da escassez de insumos, temos que usar nossa criatividade, e adicionar temperos que conferem sabores únicos aos pratos. Isso é o que mais me motiva a estudar e replicar esse tipo de culinária”, refletiu Marco Túlio.

Exemplos clássicos dessa realidade são pratos saborosíssimos feitos com miúdos de frango, como o sanduíche de sarapatel; ou mesmo o chambaril, que é um cozido da canela de boi feito à perfeição e que rende uma carne desfiada suculenta e cheia de sabores. Os interessados em se enveredar por esse exótica culinária ainda encontram a clássica buchada que leva calabresa e azeitona no preparo; o caldo de mocotó; carnes serenadas servidas na manteiga de leite e o clássico baião de dois. Um vasto cardápio, servido em generosas porções, que podem ser adquiridas de R$ 8 a R$ 12.

Para promover uma miscigenação culinária, os chefs responsáveis também criaram uma leitura goiana do baião de dois, incluindo frango e pequi no seu preparo. “Ao mesclar receitas e ingredientes mostramos que a culinária se comunica com as diferentes culturas onde está presente”, analisou Marco Túlio.

A artesã Deyne Virgínia, natural da Paraíba que se estabeleceu em Terezópolis há 20 ano,s assumiu a coordenação da produção de artesanato para a festa. Desde a ambientação dos stands à confecção do chapéu de cangaceiro utilizado pelos colaboradores do festival e comercializado aos interessados, todas as etapas foram pensadas e planejadas pela profissional, com auxílio do Senac. Ao todo, 77 pessoas da comunidade contribuíram com a produção artesanal apresentada no festival.

“Confeccionamos cerca de 400 chapéus e trabalhamos toda a comunicação visual do evento. Desde janeiro nos dedicamos a pensar e executar cada um dos detalhes”, relata Deyne, que criou em crochê réplicas de cactos, elemento natural da paisagem do sertão nordestino. Aos 20 anos a profissional deixou a Paraíba para visitar parentes em Terezópolis, e nunca mais voltou. “Encontrei aqui o meu lugar, junto a esse povo acolhedor de Goiás. Mas hoje sinto que estou revivendo um pouco da cultura da minha terra natal”, confidenciou.

As cinco escolas públicas de Terezópolis se envolveram com a temática do evento. O poeta Hélverton Baiano foi convidado a oferecer uma capacitação aos professores sobre a literatura de cordel, para que fosse reproduzida junto aos alunos. O trabalho rendeu um riquíssimo mural de cordel escrito pelos próprios estudantes e expostos para toda a comunidade. Aqueles que gostam mais de dança foram ensaiados para promoverem apresentações no ritmo do forró, xote e baião.

Resgate cultural

O poeta e consultor sobre cultura nordestina, Bráulio Bessa, comandou um bate-papo na abertura do evento sobre a importância do resgate cultural do nordestino, que hoje integra e enriquece a cultura de diversas regiões do país, contribuindo com sua alegria e força para sobreviver a adversidades. Bráulio iniciou um movimento nas redes sociais que impacta milhares de pessoas diariamente. Fez de sua missão de vida promover um novo olhar sobre o nordestino.

Natural da cidade de Alto Santo, no sertão do Ceará, é para lá que ele retorna após percorrer o Brasil promovendo a exaltação de suas raízes. “Lidamos com o preconceito, mas temos conseguido mostrar com nosso trabalho uma nova visão sobre o nordestino. Creio que qualquer manifestação sobre a cultura popular deve originar-se do povo. E eventos como esse promovem exatamente esse tipo de iniciativa. Pessoas unidas para reverenciar suas raízes. Estou muito satisfeito por fazer parte disso”, declarou.


Programação

O Festival Terê-Oxente segue neste sábado, a partir das 19 horas, promovendo apresentações culturais dos alunos das escolas municipais e estadual da cidade. Às 21h está marcado o show Repente e Embolada; 23h Trio Galvão e Jeferson Leite sobem ao palco e meia noite é a vez das duplas Derick e Eduardo; e Renato e Raphael. No domingo, o evento será encerrado com show da banda de forró universitário Falamansa, marcado para iniciar à meia noite.


 

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