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25 de Mar de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Liniker, Hector Babenco e Sabotage concorrem a prêmio do governo paulista - Jornal Brasil em Folhas
Liniker, Hector Babenco e Sabotage concorrem a prêmio do governo paulista


O rapper Sabotage, morto em 2003, o cineasta Hector Babenco, que morreu ano passado, além de interessantes novidades como a música de Liniker e Os Caramelows, são alguns finalistas do Prêmio Governador do Estado para a Cultura, a maior premiação da cultura de São Paulo e uma das mais importantes do país. A premiação vai oferecer aos vencedores R$ 580 mil, uma das maiores no segmento cultural.

Os vencedores de cada categoria serão escolhidos por comissões julgadoras especializadas e pelo voto popular. A votação do público em nove categorias está aberta e os perfis dos finalistas estão disponíveis no site www.premiogovernador.sp.gov.br. O público pode votar em seus grupos, artistas e instituições favoritos até o dia 26 de maio. Os vencedores serão anunciados em cerimônia oficial, no Theatro São Pedro, no dia 29 de maio às 19h30.

Sabotage

O rapper Sabotage teve um álbum com gravações inéditas lançado em 2016. Batizada com seu nome, a produção partiu das gravações que Sabotage havia preparado na semana de sua morte. Ainda inacabadas, as músicas ganharam participações de velhos parceiros do compositor, como Tropkillaz, DBS, Negra Li, Quincas Moreira, Dexter, BNegão, Céu e Sandrão. O álbum ainda inclui faixas como Sai da Frente, produzida para a trilha do filme Carandiru (2003), de Hector Babenco.

Babenco também é um dos finalistas nas obras do cinema. O cineasta concorre com o filme Meu amigo hindu, na categoria que também é finalista a cinebiografia Elis, de Hugo Prata. Ao longo da carreira, Babenco foi indicado ao Oscar de melhor diretor pelo filme O beijo da Mulher Aranha, de 1985. Dirigiu ainda Pixote: a lei do mais fraco, de 1982; Lúcio Flavio, o passageiro da agonia, de 1977; Carandiru, em 2003.

Ainda disputam o prêmio nomes como Liniker e Os Caramelows, Dib Carneiro Neto, Guto Lacaz, Circo de Teatro Tubinho, Corpo de Baile de Caraguatatuba, Instituto Alana, Tião Carvalho, Coletivo Estopô Balaio, Ana Maria Tavares entre outros.

Troféu

Além de ser uma das finalistas na categoria Artes Visuais, Ana Maria Tavares foi convidada para criar o troféu. A confecção de um troféu exclusivo, criado por um artista plástico renomado, é uma das tradições do Prêmio Governador do Estado.

A artista plástica buscou inspiração na obra Secrets of the waters (for Mnemosyne), criada em 2008, na Holanda, e também usou como referência o ritual de lavagem da escadaria da Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador. “É a união das crenças e de certa maneira, uma manifestação que integra e não exclui, pensar no Brasil temos esse encontro importante de culturas e a água nessa manifestação é o elemento de purificação e renovação”, pontua a artista.

Em 2016, a exposição No lugar mesmo: uma antologia de Ana Maria Tavares, na Pinacoteca de São Paulo, ganhou o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte de melhor retrospectiva. Para ela, ser finalista foi uma surpresa. “É uma grande honra e surpresa ter sido indicada, e essa retrospectiva da Pinacoteca foi muito importante para que isso tenho acontecido”, celebra.

Categorias

As categorias são: arte para crianças, artes visuais, cinema, circo, dança, música, teatro, territórios culturais e instituições culturais, além do destaque cultural do ano. As comissões que escolheram os finalistas buscaram valorizar artistas, coletivos e iniciativas não apenas da capital, mas também da Grande São Paulo e do interior do estado.

Para cada uma das categorias contempladas, serão anunciados dois vencedores: um escolhido pelo voto popular e outro pelo júri especializado. Ambos receberão um troféu exclusivo, confeccionado pela artista Ana Maria Tavares. Os vencedores eleitos pelo júri especializado (exceto a categoria instituições culturais) ganharão também premiação em dinheiro, no valor individual de R$ 60 mil.

O Prêmio Governador do Estado para a Cultura foi criado na década de 1950 como uma forma de valorização e incentivo à produção cultural paulista e já reconheceu grandes nomes do teatro brasileiro, tais como Fernanda Montenegro, Aracy Balabanian, Eliane Giardini, Juca de Oliveira e Stênio Garcia.

 

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