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11 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Trump chama israelenses e palestinos a tomar decisões difíceis - Jornal Brasil em Folhas
Trump chama israelenses e palestinos a tomar decisões difíceis


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta terça-feira, em Jerusalém, um chamado a israelenses e palestinos a tomar decisões difíceis para alcançar a paz, mas sem afirmar publicamente como pensa em alcançar o que chamou de acordo definitivo para resolver o conflito histórico.

Trump viajou depois para Roma com o objetivo de fazer uma visita relâmpago de 19 horas durante a qual será recebido pela primeira vez no Vaticano pelo papa Francisco, um encontro delicado pelos atritos que ambos protagonizaram.

Depois de suas reuniões, na segunda-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, e nesta terça-feira com o presidente palestino, Mahmud Abbas, em Belém (na Cisjordânia Ocupada), o próprio Trump afirmou que está pessoalmente decidido a ajudar a alcançar um acordo, e destacou que ambos os lados querem a paz.

Entretanto, alcançar a paz não será fácil, todos sabemos, lançou durante o segundo e último dia de sua visita. As duas partes deverão tomar decisões difíceis, disse na presença de Netanyahu.

O chamado a tomar decisões difíceis, que recorda os esforços fracassados de seus antecessores, foi o único momento em que Trump fez referência direta às duas partes.

Durante sua estadia de menos de 30 horas, Trump evitou mencionar uma solução de dois Estados, o que envolve a criação de um Estado palestino independente.

Esta solução continua sendo a referência para grande parte da comunidade internacional. Mas Trump alertou os palestinos em fevereiro para que se afastassem desta ideia.

- Fazer todo o possível -

O presidente americano não tratou publicamente sobre questões concretas como a colonização, as fronteiras e o status de Jerusalém. Tampouco mencionou sua promessa de transferir a embaixada de seu país de Tel Aviv para Jerusalém, assunto muito sensível para palestinos e árabes em geral.

Durante o encontro em Belém, Abbas expressou novamente o sonho palestino de um Estado independente, com as fronteiras de 1967, um Estado palestino com Jerusalém leste como capital, vivendo junto ao Estado de Israel em segurança e em paz.

A curta passagem de Trump por Belém ficou obscurecida pelo atentado que matou 22 pessoas na saída do show de Ariana Grande, na noite de segunda-feira em Manchester. Trump começou sua declaração com Abbas condenando um ato de perdedores maléficos.

O atentado, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) atingiu pessoas jovens, bonitas e inocentes, que viviam e desfrutavam de sua vida, acrescentando que os terroristas e os extremistas, assim como os que os apoiam, devem ser eliminados para sempre de nossas sociedades.

Trump mencionou somente o conflito israelense-palestino em termos gerais, declarando querer fazer todo o possível para ajudar israelenses e palestinos a alcançar a paz que lhes foge há quase 70 anos.

- Não com Donald J. Trump! -

Trump, que dava seus primeiros passos sobre o terreno de um dos conflitos mais antigos do mundo, contemplou uma das realidades mais chocantes ao percorrer a estrada de Jerusalém a Belém.

Seu comboio cruzou o muro erguido por Israel para se proteger dos ataques palestinos e pelo não menos impressionante checkpoint que controla a passagem de Belém a Jerusalém.

Uma grande parte da cidade de Belém vive à sombra do muro, uma barreira de segurança para os israelenses e um muro do apartheid para os palestinos.

O horizonte entre israelenses e palestinos nunca pareceu tão obscuro e distante. As últimas negociações, com a mediação dos Estados Unidos, estagnaram em 2014.

O ano de 2017 marca o 50º aniversário da ocupação e colonização dos israelenses nos territórios palestinos.

Durante os dois dias de visita, Trump expôs uma visão da solução do conflito, diretamente relacionada com a resolução dos problemas da região.

A convergência de interesses entre os países árabes e Israel ante a ameaça do extremismo e do Irã representa, em seu julgamento, uma rara oportunidade, que poderia acabar com o conflito israelense-palestino, disse.

Trump também multiplicou as declarações e os atos de amizade com Israel e com o povo judeu. Depois de ser o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a visitar o Muro das Lamentações, depositou flores no memorial da Shoah.

O chefe de Estado americano prometeu defender Israel. Os dirigentes iranianos pedem frequentemente a destruição de Israel. Não com Donald J. Trump, declarou.

 

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