Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 O contrário da prosperidade britânica é debatido nas eleições - Jornal Brasil em Folhas
O contrário da prosperidade britânica é debatido nas eleições


O Reino Unido se aproxima das eleições com uma economia com bons números, mas a desigualdade persiste e os anos de austeridade orçamentária deixaram sua marca.

Distanciar-se de Londres, sua capital e setor financeiro, é às vezes uma entrada no mundo de Eu, Daniel Blake, o filme de Ken Loach, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2016, que narra as dificuldades com os serviços sociais de um homem maduro que precisa parar de trabalhar por problemas de saúde.

A desigualdade ocupa uma parte importante da campanha eleitoral das legislativas de 8 de junho, principalmente por seu papel no mal-estar social que conduziu à vitória do Brexit em junho de 2016.

O Partido Conservador de Theresa May insiste que a primeira-ministra tem como prioridade criar uma sociedade que, em suas palavras, funcione para todos, mas, ao mesmo tempo, se agarra a uma austeridade orçamentária que reduz os subsídios sociais.

Diante disso, o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, promete acabar com os cortes e se concentrar em reduzir a distância entre ricos e pobres.

O desemprego é de 4,6%, o menor nível em 40 anos, e a renda média dos lares foi de 26.300 libras (33.700 dólares) no ano que acabou em março de 2016.

Esta renda está acima do nível de 2007-2008, antes da explosão da crise, mas esconde várias realidades: que as aposentadorias, mesmo dos mais ricos, não sofreu nenhuma perda, enquanto isso aconteceu nos salários dos trabalhadores, que não recuperaram seu nível de vida de 10 anos atrás.

O centro de pesquisa The Resolution Foundation considera que a queda do nível de vida dos mais pobres poderia levar a desigualdade ao nível da época de Margaret Thatcher, ou seja, de 30 anos atrás.

Vistas em conjunto, as 1.000 pessoas mais ricas do país serão em 2017 mais ricas do que 40% dos lares mais pobres, segundo a fundação Equality Trust.

- Economia de pequenos trabalhos -

É uma economia que funciona para poucos, não para a maioria, advertiu em maio a diretora do Equality Trust, Wanda Wyporska.

Um número recorde de pessoas recorreu aos bancos de alimentos no ano passado, para milhões de pessoas falta uma moradia decente e dois terços das crianças pobres vive em uma família com emprego, acrescentou.

A proporção de pessoas das classes baixas era de 6,5% da população, ou seja, 3,9 milhões, segundo cifras de 2014 do Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS), as últimas disponíveis.

Para sobreviver, muitos britânicos, em particular os mais jovens, se veem obrigados a ter mais de um emprego com trabalhos mal pagos e, muitas vezes, pouco qualificados. É o que chama de a economia gig (gig na gíria é um pequeno trabalho).

Milhões de pessoas vivem desta economia dos pequenos trabalhos. Ao mesmo tempo, o número de contratos de zero horas estão em seu nível mais alto, 900.000.

Estes contratos não garantem um mínimo de horas de trabalho, e consequentemente de remuneração fixa, porque é cobrado por hora trabalhada.

Por conta disto, o sindicato TUC calculou em um estudo que os salários reais caíram sistematicamente nos últimos sete anos, algo que não acontecia desde 1860.

Segundo a secretária-geral do TUC, Frances OGrady, os trabalhadores britânicos sofreram o período mais longo de queda dos salários desde a era vitoriana.

O aumento da inflação, provocado pelo encarecimento das importações depois da queda da libra pelo Brexit, ameaça piorar a situação.

Para John Hills, sociólogo da London School of Economics, um Brexit duro, no qual Londres e Bruxelas cortariam as relações sem nenhum acordo comercial, acabaria trazendo mais desigualdade pela queda da produção, a imposição de mais austeridade e a perda de empregos.

 

Últimas Notícias

Presidente Díaz-Canel defende trabalho de médicos cubanos no Brasil
Ministério vai lançar edital para repor vagas de médicos cubanos
CFM afirma que há médicos suficientes para atender Brasil
Associação lança projeto para conscientizar população sobre diabetes 2
Transposição do S. Francisco está na pauta de prioridades da transição
Temer inaugura primeira etapa do acelerador de elétrons Sirius
Temer diz que decidirá “lá na frente” reajuste de ministros do STF
Só um governador do Nordeste participa de encontro em Brasília

MAIS NOTICIAS

 

Volume de vendas do varejo cai 1,3% em setembro
 
 
Gilmar Mendes suspende decisão que obriga bancos a ressarcir clientes
 
 
Prefeitos e secretários pedem para manter cubanos no Mais Médicos
 
 
Em depoimento, Lula nega que é dono de sítio em Atibaia
 
 
Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 33 milhões no próximo sorteio
 
 
Enem: estudantes fazem hoje prova de matemática e ciências da natureza

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212