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13 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Turquia diz que não vai permitir controle do norte da Síria por milícias curdas - Jornal Brasil em Folhas
Turquia diz que não vai permitir controle do norte da Síria por milícias curdas


O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, garantiu hoje (15) que a Turquia não vai permitir que os combatentes curdos da Síria conquistem a cidade fronteiriça de Azaz e ameaçou dar uma “resposta dura” caso avancem para a cidade.

“Não vamos permitir a queda de Azaz”, disse Davutoglu em declarações à televisão privada NTV e à agência de notícias Anadolu, a bordo de um avião oficial que voava para a Ucrânia.

“A posição da Turquia é clara: o YPG [Unidades de Proteção do Povo, braço armado do Partido da União Democrática (PYD) que representa os curdos da Síria] não devem cruzar o oeste do [rio] Eufrates e o leste de Afrin [região ocidental curda] em direção ao leste”, acrescentou.

Desde o fim de semana, a artilharia turca ataca posições das milícias curdas na Síria, insistindo se trata de uma resposta a disparos dos combatentes do YPG.

O primeiro-ministro turco qualificou as milícias curdas como “um óbvio instrumento da Rússia” e “peões da sua política de expansão”. Ele acusa a Rússia de utilizá-las “para fazer pressão sobre a Turquia”.

Davutoglu sugeriu que a provável intenção das milícias curdas seria, em coordenação com os ataques aéreos de Moscou, ocupar a passagem entre Alepo e a fronteira turca, até agora sob controle da “oposição moderada”, como disse em uma referência aos grupos rebeldes armados instalados nessa região.

Ele disse ainda que, neste exato momento, as milícias curdas de Afrin combatiam, perto da cidade de Azaz, ao norte de Alepo, um dos poucos redutos da oposição “moderada” ao regime de Bashar al-Assad, e recordou que na zona de Azaz não existem membros do grupo Estado Islâmico.

“As YPG afastaram-se agora de Azaz, mas se regressarem haverá uma reação muito forte. Não permitiremos que Azaz caia [para as milícias curdas].O mundo deve sabê-lo”, concluiu Davutoglu.

Ancara também define o YPG como o ramo sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), em rebelião desde 1984 contra o Estado turco no sudeste da Turquia – e uma região com maioria de população curda –, e receia que os curdos sírios pretendem assegurar uma região autônoma curda junto à fronteira comum.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros turco, Tanju Bilgic, assinalou hoje que a Turquia bombardeou com artilharia grupos armados no Nordeste da Turquia, após “um ataque a um posto de segurança fronteiriço em Hatay” e denunciou ataques do YPG à “oposição moderada” em Azaz.

O diário Hurriyet assegurou que os bombardeios turcos foram dirigidos contra as milícias do YPG em Afrin, nos arredores de Hatay.

 

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