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 Prêmio Princesa das Astúrias para físicos que detectaram as ondas gravitacionais - Jornal Brasil em Folhas
Prêmio Princesa das Astúrias para físicos que detectaram as ondas gravitacionais


O prêmio Princesa das Astúrias de Pesquisa Científica e Técnica foi atribuído nesta quarta-feira aos físicos americanos Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barish, além do grupo LIGO, por detectar as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein.

A detecção, pela primeira vez em setembro de 2015, das ondas gravitacionais, alterações no espaço-tempo provocadas por grandes massas em movimento, no universo responde a um dos desafios mais importantes da física em toda sua história, destacou o júri.

O prêmio reconhece o talento individual e a obra coletiva de mais de mil pesquisadores de uma centena de instituições de 18 países, acrescentou.

Rainer Weiss, professor do Massachussets Institute of Technology, inventou um detector para as alterações e Kip Thorne, do instituto de tecnologia Caltech, fixou os fundamentos teóricos das ondas gravitacionais.

Ao lado do recentemente falecido Ronald Drever, eles ajudaram nos anos 1980 na construção do observatório de detecção de ondas gravitacionais LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory).

Barry Barish, diretor da LIGO entre 1997 e 2006, criou a Colaboração Científica LIGO, grupo de 1.167 cientistas de mais de 100 universidades dedicados a detectar as ondas gravitacionais.

Agora temos a perspectiva emocionante de ver o universo de uma maneira totalmente nova. Quem sabe que maravilhas encontraremos?”, disse Barish em um comunicado agradecendo o prêmio.

A detecção representou um marco ao confirmar a previsão de Einstein em sua teoria geral da relatividade em 1915.

As perturbações no espaço-tempo se deslocam na velocidade da luz e nada as detém. O fato de poder detectar estas ondas que viajam sem alteração por bilhões de anos torna possível remontar ao primeiro milissegundo do chamado Big Bang.

Isto poderia fornecer informações valiosas sobre a origem do universo.

A detecção das ondas gravitacionais supôs um marco na história da física ao confirmar a predição de Einstein e marcou o início de um novo campo da astronomia, a astronomia de ondas gravitacionais, explicou a Fundação Princesa de Astúrias, organizadora dos prêmios.

O observatório LIGO conta com dois detectores gigantes de quatro quilômetros de comprimento cada, localizados a 3.000 km um do outro, nos estados americanos de Louisiana e Washington, que permitem medições extremamente precisas das interferências de ondas.

Anos de trabalho coletivo deram fruto em 14 de setembro de 2015, quando os dois detectores LIGO identificaram ondas gravitacionais pela primeira vez.

A análise dos dados permitiu determinar que estas perturbações procediam da fusão de dois buracos negros a mais de 1,3 bilhão de anos-luz.

A descoberta foi anunciada em fevereiro de 2016, gerando emoção na comunidade científica mundial. Desde então, ondas gravitacionais foram detectadas em outras duas ocasiões.

 

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