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 Transmissão mais lenta de oxigênio na placenta faz um gêmeo mais inteligente - Jornal Brasil em Folhas
Transmissão mais lenta de oxigênio na placenta faz um gêmeo mais inteligente


Washington, 16 jun (EFE).- A transmissão mais lenta de oxigênio da placenta da mãe para um dos gêmeos explica porque um deles é mais inteligente do que o outro, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira na revista especializada Scientific Reports.

A pesquisa, realizada no Hospital da Infância de Boston, se baseou no controle de fatores genéticos e de risco maternal em sete mulheres com entre 29 e 34 semanas de gravidez, e demonstrou que, ainda que os gêmeos compartilhem a placenta, esta se divide em dois compartimentos e um se torna mais saudável do que o outro.

A diretora do Centro de Ciências Neurológicas, Neurológicas Fetais e Neonatais do hospital, Ellen Grant, e o principal pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Eletrônica no Massachusetts Institute of Technology (MIT), Elfar Adalsteinsson, desenvolveram o método não invasivo que monitora o fornecimento de oxigênio através da placenta em tempo real, através de uma imagem por ressonância magnética.

Esta técnica, denominada nível dependente de oxigênio em sangue (BOLD, na sigla em inglês) e baseada em um sinal que reflete as variações locais e transitórias da quantidade de oxigênio transportado pela hemoglobina em função da atividade neuronal do cérebro, mostrou que as placentas disfuncionais têm grandes regiões nas quais a transmissão de oxigênio para o feto é mais lenta.

Os pesquisadores descobriram que esta transferência de oxigênio mais pausada da mãe para o bebê através da placenta prediz um crescimento do feto mais retardado e um desenvolvimento menor do cérebro e do fígado.

Até agora, não tínhamos maneira de ver a função placentária regional ao vivo. O ultrassom Doppler, o método clínico atual de avaliar a função placentária, mede o fluxo sanguíneo nas artérias umbilicais e outros vasos fetais, mas não indica quanto oxigênio ou nutrientes estão sendo transportados da mãe para o feto, assegurou Grant.

A partir destes resultados, o próximo objetivo destes científicos será averiguar as causas da variação no transporte de oxigênio na placenta, além de identificar possíveis riscos que seriam motivo de preocupação em uma gravidez.

 

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