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16 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 População de orangotangos do Bornéu está em declínio alarmante - Jornal Brasil em Folhas
População de orangotangos do Bornéu está em declínio alarmante


A população de orangotangos da ilha de Bornéu registrou um declínio alarmante na última década, disseram pesquisadores nesta sexta-feira (7), pedindo uma revisão das estratégias para proteger o grande primata criticamente ameaçado.

Esta primeira análise das tendências da população de orangotangos de longo prazo revelou um declínio preocupante, disseram.

Uma equipe internacional de pesquisadores usou uma combinação de pesquisas por helicóptero e em solo, entrevistas com comunidades locais e técnicas de modelização para traçar um retrato da mudança nos últimos dez anos.

As contagens anteriores foram baseadas principalmente em estimativas de levantamentos terrestres e aéreos de ninhos de orangotango. Algumas sugeriram que os números da espécie na verdade estavam aumentando.

As novas descobertas, disse a equipe em um comunicado, são um alerta para a comunidade de conservação do orangotango e os governos da Indonésia e da Malásia, que se comprometeram a salvar a espécie.

Todos os anos, cerca de US$ 30-40 milhões são gastos na região para deter o declínio da vida selvagem.

O estudo mostra que esses fundos não são gastos de forma eficaz, disseram os pesquisadores, cujo estudo foi publicado na revista científica Scientific Reports.

As maiores ameaças para os orangotangos, uma das duas únicas espécies de grandes primatas encontradas hoje na Ásia, são a perda de habitat devido à agricultura e às mudanças climáticas, e sua morte pela caça ou em conflito com humanos.

Cerca de 2.500 orangotangos são mortos em Bornéu todos os anos, disseram os pesquisadores.

Estima-se que a espécie diminuiu a uma taxa alarmante de 25% nos últimos 10 anos, concluíram os pesquisadores.

Os resultados preocupantes do estudo sugerem que precisamos repensar fundamentalmente as estratégias de conservação dos orangotangos, afirmou o coautor do estudo Erik Meijaard, da Universidade de Queensland.

Os orangotangos precisam de uma rede sólida de florestas protegidas que sejam devidamente administradas.

Os esforços atuais se concentram em resgates e reabilitação, disse Meijaard, mas isso aborda apenas os sintomas e não o problema de fundo.

No ano passado, a União Internacional para a Conservação da Natureza declarou o orangotango de Bornéu como criticamente ameaçado - a um passo da extinção.

Bornéu é a terceira maior ilha do mundo, administrada pela Malásia, Brunei e Indonésia.

 

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