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22 de Jan de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Volkswagen colaborou ativamente com a ditadura brasileira, diz imprensa alemã - Jornal Brasil em Folhas
Volkswagen colaborou ativamente com a ditadura brasileira, diz imprensa alemã


A filial brasileira da Volkswagen supostamente colaborou ativamente com a ditadura no Brasil na perseguição de opositores políticos, segundo informaram neste domingo (23) o jornal Süddeutsche Zeitung e as emissoras NDR e SWR. A imprensa alemã detalha que há quase dois anos foi aberta em São Paulo uma investigação sobre a Volkswagen do Brasil para determinar a responsabilidade da empresa na violação dos direitos humanos durante a ditadura de 1964 a 1985.

Em 2016, a empresa nomeou para uma investigação sobre seu passado o historiador Christopher Kopper, que confirmou a existência de uma colaboração regular entre o Departamento de Segurança da filial e a polícia política do regime.

Espionagem

O Departamento de Segurança atuou como um braço da polícia política dentro da fábrica da VW, afirmou Kooper, pesquisador da Universidade de Bielefeld.

Permitiu as detenções e pode ser que ao compartilhar informação com a polícia contribuísse para elas, acrescentou o historiador.

Segundo os meios citados, a filial brasileira espionou seus trabalhadores e suas ideias políticas, e os dados acabaram em listas negras em mãos da polícia política. Os afetados lembram como foram torturados durante meses, após terem se unido a grupos opositores.

Galpões

Conforme estabeleceu a Comissão Nacional da Verdade, que examinou as violações dos direitos humanos cometidas pela ditadura brasileira, muitas empresas privadas, nacionais e estrangeiras deram apoio tanto financeiro como operacional ao regime militar.

No caso da Volkswagen, a comissão constatou que alguns galpões que a empresa tinha em uma fábrica de São Bernardo do Campo (SP) foram cedidos aos militares, que os usaram como centros de detenção e tortura.

Além disso, a comissão sustentou que encontrou provas que a empresa alemã doou ao regime militar cerca de 200 veículos, que depois foram usados pelos serviços de repressão.

 

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