Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


16 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 As 5 verdades incovenientes que a S&P nos revelou sobre o Brasil - Jornal Brasil em Folhas
As 5 verdades incovenientes que a S&P nos revelou sobre o Brasil


SÃO PAULO - O corte de rating do Brasil anunciado na quarta-feira (17) acabou pegando muita gente desprevenida, apesar da expectativa que já rondava o mercado sobre um rebaixamento. Porém, tanto o relatório apresentado junto a decisão, quanto a conferência realizada hoje mostraram algumas verdades sobre como a S&P vê o País. E elas não são nada boas.

A reação do mercado não foi muito forte, com a Bolsa caindo apenas 0,37%, mas a agência de classificação de risco deixou diversos alertas para o futuro, e alguns parece que as pessoas não estão querendo escutar.

Confira abaixo alguns pontos importantes que a S&P disse sobre o Brasil:

1) Corte reflete cenário doméstico, e não o exterior A diretora-gerente de ratings soberanos da Standard & Poors, Lisa Schineller, afirmou que o novo corte do rating brasileiro é reflexo principalmente de fatores domésticos, e não de problemas externos.

O cenário externo mais desfavorável - com a China em desaceleração, queda das commodities, volatilidade do mercado financeiro mundial e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) elevando juros - traz desafios adicionais ao Brasil, mas são os problemas internos que têm pesado mais na economia e na avaliação do risco de crédito do país, disse Lisa em teleconferência para comentar o novo rebaixamento da nota do Brasil.

O cenário externo não está guiando as ações no rating brasileiro. A trajetória de rebaixamento dos ratings está vindo mais dos resultados da ação ou da falta de ação da política econômica doméstica, afirmou a diretora da S&P. O cenário externo torna as coisas mais difíceis, mas a história de crescimento, tão fraca como está, não é por conta dos preços das commodities, salientou Lisa.

2) Não há prazo para nova revisão Segundo Lisa, uma revisão vai depender de mudanças que ocorram na dinâmica política e econômica do País. Questionada se a aprovação da CPMF no Congresso seria um fator capaz de levar a S&P a mudar ao menos a perspectiva do rating, que ontem foi mantida em negativa, Lisa evitou falar em fatores específicos.

A diretora ressaltou que a mudança da avaliação depende, por exemplo, que as trajetórias fiscal e do PIB sinalizem melhora, ao invés de sinalizarem deterioração, como vem ocorrendo nos últimos meses. As projeções para o PIB, por exemplo, vêm sendo constantemente revisadas para baixo.

Nesse cenário, Lisa disse que é preciso ver no Brasil condições para execução mais consistentes de políticas econômicas. A melhora da situação política no Congresso seria um fator que contribuiria para mudar esse cenário, pois teria impacto positivo na confiança dos investidores e consumidores. Por enquanto, a S&P vê os riscos para as contas fiscais e o PIB pendendo mais para o lado negativo e não espera avanços no curto prazo.

3) Desafios do Brasil são consideráveis Os desafios econômicos e políticos no Brasil em 2016 são consideráveis e o cenário continua a se deteriorar. Esse contexto aumenta os riscos para a execução da política econômica e pesa na avaliação de risco de crédito do país.

Lisa disse que é difícil ver neste momento sinais de melhora do cenário em meio às discussões de impeachment no Congresso e a ampliação das investigações de corrupção na Petrobras, que tem atingido políticos em Brasília. Nesse ambiente, a confiança dos investidores e consumidores segue baixa. O Brasil terá em 2016 outro ano de significativa contração da economia, afirmou a diretora da S&P. Ela ressaltou que a tendência é que a trajetória fiscal continue se deteriorando.

Para a diretora da S&P, o andamento dos procedimentos de impeachment no Congresso deve fazer o ajuste fiscal demorar ainda mais. Os riscos para a execução de política, sobretudo fiscal, permanecem muito altos, disse ela, destacando que os riscos tendem para o lado negativo, tanto nas perspectiva para o Produto Interno Bruto (PIB) como para as contas fiscais.

Aprovar medidas para melhorar a trajetória fiscal será bastante desafiador, afirmou a diretora da S&P. É muito difícil prever uma estabilização dessa dinâmica muito negativa até haver mais clareza do lado político.

4) Petrobras pode receber ajuda do governo A revisão do rating do Brasil também levou em conta o enfraquecimento do perfil financeiro da Petrobras. Apesar da preocupação com a petroleira, a S&P vê probabilidade muito alta de o governo socorrer financeiramente a companhia no caso de necessidade de recursos.

Esperamos que o governo esteja lá, forneça ajuda extraordinária caso a Petrobras precise, disse Lisa. A diretora da S&P ressaltou que a agência de classificação de risco mudou ontem a avaliação que faz dos passivos contingentes do setor financeiro brasileiro e de todas as entidades públicas não financeiras brasileiras (incluindo a Petrobras) como moderados. Essa mudança foi puxada pela piora da dívida da Petrobras, que equivale a 7% do PIB.

Lisa explicou que com essa revisão dos passivos contingentes, por causa da Petrobras, e com os déficits do governo e a dívida líquida na média de 7% e 60% do PIB, respectivamente, durante 2016/2018, a S&P acredita que não há mais flexibilidade de política suficiente para que a agência de classificação de risco possa distinguir os ratings em moeda local e os ratings em moeda estrangeira do País. Por isso, as duas notas foram rebaixadas ontem para o mesmo nível BB.

5) Cenário dos bancos também não é bom Questionada durante da teleconferência sobre a situação dos bancos brasileiros, Lisa frisou que os bancos pequenos e médios já têm ratings mais baixos e estão em situação mais vulnerável. Para o sistema como um todo, a previsão é que a desaceleração do crédito continue e que a inadimplência possa aumentar.

Sobre o crédito, Lisa ressaltou a intenção do governo de estimular os empréstimos, mas ela não acredita que há muito apetite do setor privado por recursos dos bancos neste momento. É uma questão, disse ela, de demanda.

 

Últimas Notícias

Governadores pedem ao STF julgamento de processos sobre repasses
Ministro quer atrair investimentos privados para Jardim Botânico do RJ
Fies vai oferecer 100 mil vagas a juro zero para alunos de baixa renda
TJ libera R$ 13 milhões para Vale ressarcir gastos do governo mineiro
Vale pede mais tempo para analisar Termo de Ajuste Preliminar
Deputados do Rio presos podem ter posses suspensas
Vale suspende operação em barragem em Brucutu e de mina em Brumadinho
TRE-RJ mantém ex-deputado Paulo Melo inelegível até 2024

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212