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 Agetul diz que não ‘vê motivo’ para indenizar vítimas Mutirama - Jornal Brasil em Folhas
Agetul diz que não ‘vê motivo’ para indenizar vítimas Mutirama


O presidente da Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul), Alexandre Magalhães, responsável pelo Parque Mutirama, disse nesta quinta-feira (3) que “não vê motivo” para indenizar as 13 pessoas que se feriram depois de um problema no brinquedo Twister, em Goiânia. A declaração foi dada em entrevista coletiva pouco antes dele subir à tribuna do plenário da Câmara Municipal de Goiânia para dar explicações aos vereadores sobre o acidente.
Segundo Magalhães, todo auxilio às vítimas já está sendo prestado. Porém, ele negou a necessidade de ressarci-las financeiramente.
“Não vejo motivo ainda de indenização, não. Estamos atendendo eles e dando tudo que for necessário. As famílias que precisarem de apoio psicológico, nós estamos atendendo nesse sentido. O que for preciso, o prefeito nos determinou que é para fazer e atender necessariamente essas pessoas da melhor maneira possível e nós estamos fazendo “, disse. O acidente aconteceu no dia 26 de julho. Uma das passageiras do brinquedo, a cabeleireira Alessandra Souza, filmou o passeio e registrou o exato momento em que o brinquedo caiu (assista abaixo). Emocionada, ela relembrou o ocorrido e relatou o pânico que sentiu na ocasião, com medo de perder a filha, que estava sentada em outra cadeira do Twister.

Engenheiro “voluntário”

Magalhães reafirmou que existe um profissional especializado responsável pelos brinquedos do Mutirama. Segundo ele, o engenheiro mecânico José Alfredo Rosendo Coelho trabalhou de forma comissionada nos últimos 15 anos no parque, mas seu contrato venceu no dia 31 de dezembro de 2016. Mesmo assim, ele seguiu atuando sem receber salários.
“O engenheiro ia todos os dias ao parque e participava da manutenção que ocorria entre 7h e 9h da manhã, levantava o que precisava de fazer e depois ia embora. Ele não tinha salário, atuava voluntariamente. Quantas pessoas trabalham voluntariamente?”, questionou.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) já havia informado, por meio de nota, que durante fiscalização realizada no dia 26 de janeiro deste ano, “foi constatada a inexistência de profissional da engenharia responsável pela manutenção dos equipamentos eletromecânicos”.
Sobre a questão, Magalhães disse que foi autorizado um processo seletivo para a contratação de um novo profissional, mas que devido a burocracia, pediu ao Crea um prazo para se regularizar, uma vez que o profissional em questão deveria ter Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), o que não era o caso de Coelho.
O engenheiro prestou depoimento nesta manhã no 1º Distrito Policial de Goiânia, mas se reservou ao direito de permanecer em silêncio. O delegado Izaías Pinheiro, responsável pelo caso, informou que, agindo desta forma, ele estaria assumindo toda a responsabilidade. Então, diante disso, será remarcado uma nova oitiva para a próxima semana onde ele deve apresentar documentos a respeito do caso.

Sabatina

Depois da entrevista, Magalhães foi sabatinado pelos vereadores sobre o acidente por mais de uma hora. A parlamentar Tatiana Lemos (PC do B) fez críticas à estrutura e à falta de profissionais para trabalhar no parque. O presidente respondeu.
“Você não sabe o que é ser gestor público. A gente fica amarrado com uma camisa de força. Não posso contratar na hora que eu quero. A coisa pública é triste, é difícil”, rebateu.
Já o vereador Jorge Kajuru (PRP) fez uma série de indagações, inclusive sobre que é responsável pelo acidente e se o presidente será candidato nas próximas eleições. Ao responder, Magalhães subiu o tom: “Quero passar o Mutirama a limpo e depois voltar para minha vida privada. Não corro das minhas responsabilidades. No que for preciso, eu vou responder”.

Investigação

A Polícia Científica realizou perícia no Twister e analisa o eixo central do brinquedo, que teria se rompido durante o acidente. Conforme os peritos, a peça já apresentava fissuras antes mesmo da queda. Segundo o diretor do Instituto de Criminalística, Rodrigo Medeiros, a estrutura que sustenta o brinquedo partiu ao meio. Metade das cadeiras bateu no chão, e o restante ficou suspenso.
“Se o eixo estivesse intacto, ele resistiria todo o peso do equipamento, sem dúvidas. E é isto que vai ser avaliado, como ele estava no momento em que houve o rompimento. É um diâmetro de cerca de 16 centímetros. A composição deste material também vai ser avaliada, para saber se ainda tinha resistência para continuar em funcionamento”, disse Medeiros.
O MP-GO apura se o acidente com o Twister foi provocado por falta de manutenção. A promotora Leila Maria Oliveira esclareceu que depende de laudos periciais para determinar as responsabilidades pelo acidente.

 

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