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 Fundo rende 123% do CDI no ano e se prepara para “melhor momento dos últimos 3 anos” - Jornal Brasil em Folhas
Fundo rende 123% do CDI no ano e se prepara para “melhor momento dos últimos 3 anos”


SÃO PAULO – Os últimos 12 meses foram de incertezas políticas e de expectativa com uma economia que vem demorando mais que o esperado a retomar os trilhos. Mesmo durante esse período desfavorável, o Fundo Corporate Plus Fim CP teve um retorno de 123% do CDI desde sua criação, em julho de 2016. O ganho ficou acima de seu objetivo, em 115% do CDI.

Fausto Filho, gestor de renda fixa e estruturados da XP Gestão, conta que o diferencial desse fundo é que ele não possui algumas “amarras” que outros têm, como rating mínimo, limitações à empresas de capital fechado e corporate bonds.. Por isso, o gestor conta que sua equipe faz uma análise independente minuciosa sobre os ativos e a saúde financeira da empresa antes de investir. Seus aportes são estritamente feitos em empresas e bancos.

Os ativos que o fundo está autorizado a investir são debêntures, notas promissórias, DPGES (Depósito a Prazo com Garantia Especial), corporate bonds, CDBs (Certificado de Depósito Bancário), e LFs (Letras Financeiras). O aporte mínimo para ter acesso ao fundo é de R$ 25 mil.

“A restrição a ativos corporativos já o diferencia de outros fundos. Outro diferencial é que esse fundo não tem restrição a rating. A maior parte dos fundos só podem comprar ativos que são ‘investment grade’ – que tem rating BBB- ou acima. Já o Corporate Plus está apto para comprar qualquer ativo”, explica Fausto Filho.

O gestor explica que essa estratégia tem o objetivo de capturar a melhora no perfil de crédito da empresa, o que leva à compressão dos spreads das emissões e, consequentemente, à valorização do papel e do fundo. “Buscamos capturar uma melhora do rating corporativo ao longo da vida útil do ativo”, explica.

“Basicamente financiamos empresas e bancos por meio de dívidas emitidas no Brasil ou no exterior. Essa é uma grande diferença em relação a outros fundos da casa, que são multiestratégias de crédito e que não compram só dívida corporativa”, explica o gestor.

Fausto conta que o fundo também investe em empresas de capital fechado. “Entendemos que há boas empresas que, apesar de não terem capital aberto, conseguimos fazer análises e nos apropriar de um spread de crédito maior, porque muitas vezes a empresa está em um momento de crescimento, tentando acessar o mercado e sem tanta visibilidade”, explica.

Diante dessas características, o prazo para resgate do fundo é de 45 dias, maior do que o usualmente praticado por outros fundos. “É o que traz conforto para manter posição em empresas de capital fechado”, explica Fausto Filho.

A compra de dívidas brasileiras emitidas em dólar também impõe um prazo maior para resgate. “Como o fundo é em reais, eu preciso comprar papel em dólar e transformar esse bond em swap. Se precisar zerar essa posição, não é um movimento tão trivial e o prazo mais dilatado permite esses movimentos na carteira”, conta o gestor.

Mercado de crédito O gestor do fundo conta que a expectativa de ganhos do fundo foram alcançadas nos últimos 12 meses com uma estratégia que respeitou todos os limites da aplicação, mas reconhece que o mercado de crédito passou por um “momento difícil”, especialmente em 2016.

“O cenário trouxe incerteza ao mercado de crédito, mas também muitas oportunidades e isso se transformou em retorno para o fundo, conta Fausto Filho.

Para 2018, o gestor se mostra animado com a perspectiva de crescimento da economia brasileira e seus impactos positivos no ambiente corporativo. “O pior já ficou para trás e, independente de algumas reformas que ainda precisam ser aprovadas e que o ano eleitoral, que é cheio de incertezas”, acrescenta.

Os sequentes cortes na Selic já mostram compressão nos spreads, mas o gestor acredita que o melhor momento da economia, com cenário de juros baixos e inflação controlada, deve levar as empresas a viver um momento melhor.

“Os investidores do mercado de crédito, que financiam empresas e bancos, devem viver um momento incomparavelmente melhor do que nos últimos três anos”, diz o gestor.

Futuro do fundo O Fundo Corporate Plus Fim CP tem atualmente um patrimônio líquido R$ 162 milhões e ao chegar em R$ 300 milhões – o que deve acontecer em 12 meses, segundo cálculos do gestor -, a equipe deve fazer uma avaliação sobre a possibilidade de fechá-lo para captação.

A estratégia dos gestores de fundos em geral ao fechar a captação é manter os ganhos elevados para os cotistas. “Queremos continuar mantendo esse diferencial de retorno. Se captar muito dinheiro e não conseguir alocar, eventualmente pode acabar prejudicando os cotistas do fundo”, acrescenta Fausto Filho.

 

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