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13 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Segundo dia do I Seminário Internacional sobre Educação Infantil aborda políticas públicas e desenvolvimento social - Jornal Brasil em Folhas
Segundo dia do I Seminário Internacional sobre Educação Infantil aborda políticas públicas e desenvolvimento social


Políticas públicas para a Educação Infantil, qualidade e desenvolvimento social e saúde da criança foram os temas abordadas na manhã desta sexta-feira, dia 18, o segundo dia do I Seminário Internacional sobre Educação Infantil, promovido pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). O evento, que termina na noite desta sexta-feira, no Hotel San Marino, em Goiânia, reúne prefeitos e secretários dos municípios que participam do desafio de promover o acesso à Educação Infantil, uma iniciativa da Seduce dentro do Programa Goiás Mais Competitivo e Inovador (GMCI) do Governo de Goiás.

A primeira palestra do segundo dia do seminário foi ministrada pela coordenadora geral de Educação Infantil do Ministério da Educação, Carolina Helena Micheli Velho, que abordou políticas públicas para a Educação Infantil. A coordenadora, que representa o ministro da Educação Mendonça Filho, frisou que Goiás tem grandes desafios pela frente como investir na qualidade do ensino, aumentar o número de vagas, reduzir as desigualdades, criar novas formas de relação entre público e privado e financiar a Educação Infantil.

A secretária Raquel Teixeira informou que o Governo de Goiás oferece o cheque comunitário para a construção de creches e que alguns gestores estão pedindo esse recurso para acoplar essa creche a uma unidade escolar de Ensino Fundamental. “Para eles, é melhor ampliar do que construir. A preocupação é se o governo federal consegue enviar recursos para manter essa creche”, disse Raquel.

“Infelizmente, o recurso está minguando. Por isso é importante que os secretários e prefeitos também façam junto a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e ao Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) colocações para garantir recursos. Essa ajuda do governo estadual para iniciar a ampliação até que venha o Fundeb é imprescindível”, respondeu Carolina, que citou alguns projetos como o Brasil Carinhoso e o ProInfância.

Ela ainda falou sobre as ações da escola na formação de uma cultura letrada e o fortalecimento parental. “A cultura da leitura e práticas de alfabetização precisam estar presentes dentro das unidades educacionais. Os pais precisam ser estimulados a interagir não só dentro de casa, mas também nos espaços escolares”, finalizou.

Amor e carinho

A segunda palestrante da manhã foi da diretora da Escola de Educadores de São Paulo, Beatriz Mangione Sampaio Ferraz , com o tema Educação Infantil: Qualidade e desenvolvimento Social.

Beatriz explicou que três níveis de estresse impactam fortemente no desenvolvimento da criança: estresse positivo – susto ou uma leve frustração; estresse tolerável – dificuldades mais severas e longas, uma perda ou separação, e estresse tóxico – que pode perturbar a construção do cérebro e outros sistemas corporais. “Esse último é comum em ambientes vulneráveis e a escola deve estar atenta para não perpetuar isso. Isto deve ser feito dando atenção, amor e carinho para a criança e estimulando essa prática na família”, defendeu.

A diretora apresentou um quadro em que apenas 51% das crianças são levadas ao pediatra regularmente, 19% delas brincam e passeiam, 18% recebem atenção dos adultos e 12% recebem carinho e afeto. “As crianças dependem de uma interação qualificada para sua sobrevivência. Nós estamos no limite do inadequado e precisamos avançar na garantia de direito das crianças, que é a educação com qualidade e engajar, dar suporte emocional para que ela cresça sabendo que pode ser quem quiser”, afirmou.

Ainda durante a palestra, Beatriz relembrou o Plano Nacional de Educação, que inclui na Meta 1 ‘universalizar a educação infantil na pré-escola para as crianças de quatro a cinco anos e ampliar a oferta de Educação Infantil em creches de forma a atender no mínimo 50% das crianças de até três anos’. “A educação infantil vai fazer uma grande diferença na vida dessas crianças, estimulando instituições que promovam o desenvolvimento de cada uma”, finalizou.

O I Seminário Internacional sobre Educação Infantil: Caminhos e Conhecimentos para o Desenvolvimento da Primeira Infância é uma iniciativa da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Ministério da Educação (MEC).

Investimentos em primeira infância contribuem para crescimento econômico

Uma das apresentações mais aguardadas pelo público no segundo dia do I Seminário Internacional sobre Educação Infantil foi a da pesquisadora Mary Eming Young, do Centro de Desenvolvimento Infantil/Fundação de Pesquisa de Desenvolvimento da Criança da China/Universidade de Harvard/EUA com o título Saúde da Criança.

Em uma palestra com tradução simultânea, a simpática Young, que também é consultora técnica do programa Criança Feliz, do Governo Federal, prendeu a atenção da plateia ao defender a importância de investimentos na primeira infância nos aspectos educacionais, de saúde, capital social e equidade. Ela estabeleceu a relação entre desenvolvimento infantil, crescimento econômico e desenvolvimento social.

A defesa da especialista foi alicerçada em várias pesquisas – muitas delas desenvolvidas pelo Banco Mundial, onde Young atuou como especialista sênior em Saúde Pública. Um dos dados apresentados pela palestrante foi o de que cada ano de Educação Infantil resulta em 4,4 anos a mais de escolaridade na vida adulta e que isto ainda tem como reflexo um aumento de 5,5% na renda do trabalhador.

Para Young, a primeira infância desassistida dos três pilares – saúde, educação e proteção social – prejudica significativamente o futuro das crianças. “Isso trará reflexos não só no aprendizado, mas também no funcionamento do cérebro, podendo culminar até na morte prematura de jovens”, destacou lembrando os indicadores de violência.

A palestrante explicou que na primeira infância são desenvolvidas, de maneira mais intensa, as habilidades sociais e cognitivas. A solução, diz Young, é investir em saúde, amparo social e equidade para que municípios, estados e países alcancem crescimento econômico e promoção do desenvolvimento humano.

Ao finalizar sua fala, Eming lembrou que, para os avanços necessários, é imprescindível o “compromisso político de secretários estaduais, prefeitos e secretários municipais de Educação com os programas criados para dar atenção à primeira infância”.

I Seminário Internacional sobre Educação Infantil: Caminhos e Conhecimentos para o Desenvolvimento da Primeira Infância é uma iniciativa da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Ministério da Educação (MEC) e integra o desafio de promoção do acesso à Educação Infantil do programa Goiás Mais Competitivo e Inovador do Governo de Goiás.

 

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