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 Colômbia: Farc avaliam capital em US$ 325 milhões após fim de conflito - Jornal Brasil em Folhas
Colômbia: Farc avaliam capital em US$ 325 milhões após fim de conflito


O comandante das Farc Pastor Alape (C) fala ao lado do Diretor de Ação Integral contra Minas Antipessoal Sergio Bueno (D), em Bogotá, em 11 de agosto de 2017

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estimaram, nesta sexta-feira, ter ao menos 325 milhões de dólares em capital, incluindo terrenos, rebanho, armamento e dinheiro, ao fim do conflito armado que a hoje ex-guerrilha travou por meio século.

A organização, que concluiu o desarmamento de seus 7 mil combatentes em 15 de agosto como parte de um acordo de paz com o governo, publicou o inventário de bens e ativos que entregou a uma missão das Nações Unidas.

O pacto fechado com o presidente Juan Manuel Santos em novembro passado prevê que a fortuna declarada pelos rebeldes contribua para indenizar as vítimas das disputas com o Estado, que também envolveram narcotraficantes, guerrilhas e grupos ilegais de extrema-direita.

"Mais uma vez, com a entrega do inventário de bens e ativos, as Farc continuam cumprindo de maneira estrita o acordo", disse Pastor Alape, dirigente da organização que em breve vai passar a ser um partido político.

O inventário revelado pelas Farc inclui imóveis, veículos, gado, cavalos, armamento, equipamentos, dólares, ouro e as obras públicas em suas zonas rurais de influência.

Os ex-guerrilheiros avaliaram seu capital em quase um bilhão de pesos, mais de 450 mil dólares e 267.520 gramas de ouro, equivalentes a cerca de 325 milhões de dólares.

As Farc financiaram sua luta pelo poder com atividades ilegais como o tráfico de drogas e sequestros.

O procurador-geral da Colômbia, Néstor Martínez, questionou a transparência do inventário com o argumento de que seria menor que o que aparece em suas investigações.

Alape, por sua vez, acredita que o funcionário quer obstruir a implementação dos acordos e disse que as Farc colaboraram com o governo para verificar a lista.

Diante das dúvidas do Ministério Público, o governo colombiano criou, nesta quinta-feira, uma comissão para verificar o inventário e advertiu que vai expropriar qualquer bem que não tiver sido declarados pelos ex-guerrilheiros.

Se alguém tiver ocultado bens, poderá ser processos por suspeita de lavagem de ativos.

As Farc depuseram as armas em troca de se tornar um partido político legal e de receber penas alternativas à prisão se confessassem seus crimes, reparassem as vítimas e se comprometessem a nunca mais exercer a violência.

 

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