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21 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Onde investir com a menor taxa de juros desde 2013? - Jornal Brasil em Folhas
Onde investir com a menor taxa de juros desde 2013?


SÃO PAULO – Os sete cortes consecutivos da Selic promovidos pelo Banco Central desde o fim do ano passado tem um efeito de alívio na economia brasileira, mas deixou ressabiados os investidores de renda fixa. Se no início de 2016, o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024 (antiga NTN-B Principal) pagava inflação do período mais juros adicionais de 7,51%, o rendimento complementar de quem compra o mesmo título nesta sexta-feira (25) é de 4,87%.

O mercado financeiro já antecipa a perspectiva de Selic em 7,50% ao fim de 2017, segundo o Boletim Focus mais recente. Atualmente, a taxa básica de juros está em 9,25% - menor patamar desde 2013 - e alguns economistas mais arrojados ouvidos no Boletim Focus já apontam recuo para 6,75% neste ano.

Alan Ghani, professor do InfoMoney e apresentador do programa “Tesouro Direto com Ganhos Turbinados” avalia que as taxas de rentabilidade podem cair ainda mais nos próximos dias com a repercussão positiva no mercado financeiro do pacote de privatizações de 57 projetos anunciado pelo governo nesta semana.

Do outro lado, Julio Callegari, estrategista e head de renda fixa do JP Morgan, avalia que a dificuldade fiscal enfrentada pelo Brasil ainda traz incertezas para as taxas.

“A maior parte desse movimento [de correção das taxas do Tesouro Direto] já ocorreu. Isso também vale para outros ativos, como o próprio câmbio. Nesse sentido, acreditamos que a mensagem agora é de cautela. Quem olhar pelo retrovisor e achar que esse é um bom jeito de dirigir os investimentos à frente vai se enganar. Não pode achar esse movimento que ocorreu no último ano [de ganhos com menor esforço] como uma tendência natural para a frente”, conta Callegari.

Roberto Indech, analista-chefe da Rico Corretora, conta que o investimento em renda fixa ideal para o novo cenário depende, como qualquer aporte, de prazo, liquidez e perfil do investidor. “Em termos de investimentos conservadores e com garantia do FGC, eu iria para bancos médios e pequenos, que têm taxas melhores”, diz.

Indech explica que os investidores que podem deixar o investimento alocado em um período de dois a três anos, é possível aplicar em CDBs com taxas entre 117% e 120% do CDI. Já quem precisa de liquidez diária deve apostar em CDBs com essa característica, que têm rentabilidade menor, fundos referenciados DI ou títulos do Tesouro Direto atrelados à Selic, explica Indech. “Quem é mais arrojado pode olhar para fundos multimercados”, acrescenta.

Com as expectativas de retornos menores na renda fixa, os investimentos requerem “maior grau de sofisticação”, avalia o estrategista do JP Morgan. “Não é só aplicar em juros, é preciso ter proteções [contra incertezas]. A inflação tende a entrar em uma tendência mais positiva agora, isso significa que não pode comprar apenas NTN-B pura, é preciso ter diversificação em dólar”, afirma Callegari, enfatizando que a alocação simples apenas em Tesouro Direto não deve trazer o mesmo retorno observado no último ano.

“A mensagem é de diversificação. Simplesmente ficar com a aposta que funcionou antes não é uma boa mensagem. Boa parte daquele prêmio [de renda fixa] se extinguiu e agora é preciso compor a carteira com outras estratégias fora o crédito”, afirma Callegari.

O estrategista explica que títulos em dólar de empresas brasileiras costumam ter spreads maiores que os ativos locais. “O próprio câmbio também pode ser uma proteção do cenário político para quem acredita na queda de juros”, acrescenta.

“O Brasil tem desafios imensos pela frente e na área política há reformas que passam pelo Congresso e estão pouco claras, o que pode ser uma fonte de bastante turbulência. O investidor deveria apostar em um portfólio flexível, com investimentos no exterior também”, acrescenta Callegari.

 

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