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21 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Procurador pede para vice-presidente ser proibido de deixar o Equador por caso Odebrecht - Jornal Brasil em Folhas
Procurador pede para vice-presidente ser proibido de deixar o Equador por caso Odebrecht


O Ministério Público do Equador pediu, nesta terça-feira, para a Corte de Justiça proibir a saída do país do vice-presidente Jorge Glas, investigado pelo caso de corrupção com a Odebrecht.

O procurador-geral, Carlos Baca, solicitou a medida cautelar em uma audiência em que o vice-presidente foi envolvido no caso, ao lado de outras dez pessoas.

Glas é suspeito de um delito de associação ilícita para obter benefícios em contratos.

José Conceição Filho, ex-diretor da Odebrecht no Equador, confessou ter pago pelo menos 14,1 milhões de dólares a Glas em troca de contratos com o governo.

Contudo, o vice-presidente garante que as reuniões com funcionários da empresa brasileira foram para exigir a reparação de obras e nega qualquer vinculação na trama de pagamento de subornos.

Entre os investigados, estão ex-funcionários da construtora, da petroleira estatal venezuelana PDVSA, da equatoriana Petroecuador e Carlos Pólit, ex-controlador que foi destituído pelo Congresso, de maioria governista.

Baca indicou que há fundamentos para processar Glas, de quem o Parlamento retirou a imunidade, para que eventualmente pudesse ser condenado.

Glas ainda não enfrenta uma acusação formal dentro do processo, pelo qual seu tio Ricardo Rivera já cumpre prisão domiciliar (porque tem mais de 65 anos).

O MP pediu a prisão preventiva de seis investigados, alguns deles estrangeiros ex-diretores da Odebrecht e da PDVSA que estão fora do Equador, bem como para Pólit, que está nos Estados Unidos.

Um juiz da Corte Nacional de Justiça vai decidir em breve se aceita os pedidos do procurador Baca.

Glas foi responsável desde 2007 por setores estratégicos do Equador e a partir de 2013 se tornou vice-presidente.

Segundo o departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou 33,5 milhões de dólares a funcionários públicos no Equador entre 2007 e 2016 para obter contratos de obras públicas no país.

As investigações em curso no Equador pelo caso Odebrecht prenderam dez pessoas no país, entre elas o ex-ministro de Eletricidade Alecksey Mosquera, grande aliado de Glas.

 

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